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Naviraí - MS,17/02/2026

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Com nível abaixo do normal Paranazão volta a mostrar as Sete Quedas

Em alguns pontos, é possível permanecer em pé no meio do rio, em locais carregados de significado histórico, simbólico e afetivo para a população

O BEM DITO
Com nível abaixo do normal Paranazão volta a mostrar as Sete Quedas

O BEM DITO

A redução temporária do nível do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu tem revelado um cenário incomum na região de Guaíra, no Oeste do Paraná. O Lago de Itaipu opera em torno da cota 217,09 metros, cerca de 2,11 metros abaixo do registrado no início de janeiro, quando o nível era de aproximadamente 219,20 metros.

A variação reflete uma combinação de fatores técnicos e hidrológicos. Entre eles está a etapa decisiva do Plano de Atualização Tecnológica da usina, que prevê a parada programada de unidades geradoras para modernização estrutural e digitalização de sistemas. O processo exige ajustes rigorosos na vazão e no controle do fluxo de água do reservatório.

Também influenciam a operação as condições da bacia do rio Paraná, incluindo a afluência proveniente de usinas a montante, como Porto Primavera, e a coordenação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, responsável por equilibrar a geração de energia e a preservação dos níveis hídricos nos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Em Guaíra, os efeitos da baixa tornam-se mais evidentes por se tratar da cabeceira do lago. Pequenas variações na cota são suficientes para expor áreas que, em condições normais, permanecem submersas. Com isso, formações rochosas emergem e remetem aos contornos das históricas Sete Quedas, submersas desde a formação do reservatório, na década de 1980.

Baixa controlada do Lago de Itaipu revela trechos do leito do rio Paraná e permite novos registros do cenário onde existiam as Sete Quedas

O leito do rio revela contornos antes ocultos, com pedras expostas, corredeiras mais visíveis e um movimento das águas que evidencia a força natural do rio Paraná. Em alguns pontos, é possível permanecer em pé no meio do rio, em locais carregados de significado histórico, simbólico e afetivo para a população local.

A Prefeitura de Guaíra, por meio da Diretoria de Comunicação Social e Imprensa, realizou registros oficiais do fenômeno, destacando o valor histórico e paisagístico do momento. As imagens resgatam a memória coletiva de uma das maiores maravilhas naturais em volume d’água já existentes no planeta.

Segundo o município, o cenário representa uma oportunidade de valorização turística responsável, com foco na contemplação, na segurança e no respeito ao meio ambiente. A orientação é para que visitantes observem apenas as áreas permitidas, sigam as normas vigentes e contribuam para a preservação do patrimônio natural.

Mesmo transformadas pelo tempo e pela ação humana, as Sete Quedas seguem presentes na identidade regional. Em fevereiro de 2026, Guaíra testemunha mais um capítulo dessa história, agora revelado à superfície, em um encontro entre memória, natureza e paisagem que convida à contemplação.

Com a baixa do lago, o rio Paraná revela pedras e corredeiras que remetem às antigas Sete Quedas, emocionando moradores e visitantes. 




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