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Naviraí - MS,17/10/2026

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No Itahum a cheia do rio Dourados invade casas e alaga a estrada

Após fortes chuvas na região, Defesa Civil vistoriou imóveis e ponte

DIVULGAÇÃO
No Itahum a cheia do rio Dourados invade casas e alaga a estrada

JOÃO CARLOS TORRACA

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A cheia do rio Dourados provocou alagamentos em propriedades rurais, invadiu casas e obrigou moradores a retirar móveis para evitar prejuízos no assentamento Amparo, no distrito de Itahum, no município de Dourados. 

O nível do rio subiu rapidamente após as fortes chuvas desta semana, atingindo o ponto mais crítico na quarta-feira (14). Na tarde desta quinta-feira (15), equipes da Defesa Civil percorreram a região para avaliar os danos e orientar as famílias que vivem próximas às margens. 

Além do assentamento Amparo, os alagamentos atingiram áreas baixas próximas à divisa dos municípios de Dourados e Ponta Porã, especialmente no acesso ao distrito de Nova Itamarati. Ali fica a Barra São João, onde o rio de mesmo nome deságua no Rio Dourados.

Em alguns trechos, a água avançou sobre estradas rurais, dificultando a circulação de veículos e o deslocamento dos moradores.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Dourados, Jhones Santana, a elevação do rio ocorreu em um curto intervalo de tempo, como consequência do volume de chuva registrado na região.  “A intensidade das chuvas dos últimos dias fez o nível do Rio Dourados subir rapidamente e as áreas mais baixas, como na região do assentamento e na divisa com o município de Ponta Porã, no acesso ao Distrito de Nova Itamarati, ocorreram alagamentos”, explicou. 

As situações mais preocupantes foram encontradas em construções localizadas nas margens do rio, incluindo ranchos utilizados para pescaria e imóveis que servem de residência. Com o avanço da água, moradores precisaram retirar móveis e outros pertences das casas para evitar que fossem danificados.. 

“Algumas pessoas precisaram retirar os móveis das casas mais próximas ao rio, que registrou o nível mais crítico na quarta-feira”, relatou Santana. Apesar dos transtornos, a vistoria não identificou situações que exigissem a interdição de residências ou a retirada obrigatória de famílias.   

Durante a fiscalização, os agentes também orientaram os assentados sobre os riscos de permanecer em áreas inundadas e a necessidade de proteger animais de criação. A preocupação é que a água possa isolar partes das propriedades e dificultar o deslocamento dos rebanhos para locais seguros.   

“Nossa orientação foi no sentido de preservar a integridade física dessas pessoas e, também, proteger eventuais rebanhos que possam ficar isolados em razão das enchentes”, afirmou o coordenador. A Defesa Civil informou que não encontrou animais mortos em consequência dos alagamentos.




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