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Naviraí - MS,11/10/2026

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Lutadora contra o Apartheide, Navi Pillay ganha o Nobel da Paz

Sul-africana de origem indiana, ela foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, presidiu o tribunal que julgou o genocídio em Ruanda e chefiou a área de direitos humanos da ONU

DIVULGAÇÃO
Lutadora contra o Apartheide, Navi Pillay ganha o Nobel da Paz Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos

A jurista sul-africana Navanathen "Navi" Pillay, de 85 anos, foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira.

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Ex-chefe dos direitos humanos da ONU, ela foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, passou a vida dentro de tribunais e, ainda hoje, atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no caso em que Mianmar é acusado de genocídio.

Pillay nasceu em 23 de setembro de 1941, em um bairro pobre de Durban. De etnia tâmil, um povo do sul da Índia com uma grande comunidade na África do Sul, ela é filha de um motorista de ônibus. Em 1965, casou-se com o advogado Gaby Pillay.

Conhecida como Navi, a sul-africana começou sua trajetória lutando em seu país contra o apartheid, o sistema de segregação racial que dividia a população por cor de pele e reservava a maior parte dos direitos políticos e civis à minoria branca.

O Congresso Nacional Africano (CNA), partido que liderou a luta contra o regime, formado por nomes como Nelson Mandela, a descreve como uma ativista anti-apartheid cuja trajetória se confunde com a história da libertação do país.

Com o fim do sistema, a carreira dela seguiu para fora do país. Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e, entre outros casos, presidiu o julgamento que tratou do genocídio ocorrido em Ruanda, na África, em 1994.

Também participou de decisões históricas que ajudaram a estabelecer que estupro e violência sexual podem configurar atos de genocídio e crimes contra a humanidade.

Ela atuou na corte por oito anos, incluindo quatro anos como presidente.

Entre 2008 e 2014, Pillay ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a principal autoridade da ONU dedicada a acompanhar violações cometidas por governos no mundo inteiro.

Em setembro do ano passado, na ONU, ela supervisionou a publicação de um relatório da Comissão de Inquérito que concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza e que altos funcionários israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incitaram esses atos – acusações que Israel considerou escandalosas.




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