Em meio à guerra de facções, quatro morrem em ação policial
Três homens e uma mulher foram atingidos pelos disparos
Viatura da Garras e do Batalhão de Choque em frente ao Hospital Municipal de Sidrolândia Quatro pessoas morreram após serem baleadas durante uma ação conjunta de equipes policiais na tarde desta sexta-feira, em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande.
Conforme informações preliminares, a operação ocorreu em uma residência no loteamento Alto da Figueira. Segundo o Batalhão de Choque, as quatro pessoas teriam reagido à abordagem policial. Uma delas seria suspeita de envolvimento na tentativa de homicídio registrada nesta quinta-feira, na rua José Ferreira França, no Jardim Ipacaray. O ataque estaria relacionado à disputa territorial entre o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital)
Segundo o portal SidroNews, os feridos foram socorridos e encaminhados ao hospital municipal, no entanto, não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade. Até o momento, não há detalhes sobre as circunstâncias da ação policial nem informações sobre possíveis apreensões de armas, drogas ou outros materiais. O caso segue em apuração.
ONDA DE VIOLÊNCIA
Sidrolândia vive uma sequência de mortes violentas e tentativas de homicídio em meio à disputa entre o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a Polícia Civil, pelo menos treze crimes, entre assassinatos e ataques tentados, já foram relacionados à rivalidade entre os grupos.
As investigações apontam que a sequência de ataques teria começado após um “tribunal do crime” no distrito de Capão Seco e avançado com ações motivadas por vingança e retaliação. A polícia também apura a atuação de criminosos de outras cidades, que seriam enviados ao município para executar ataques e deixar a região depois dos crimes.
A disputa estaria ligada ao controle do tráfico de drogas e das rotas de transporte de entorpecentes. Maracaju também aparece nas investigações, devido à circulação de integrantes das duas facções entre os municípios.
Com esta ocorrência, Mato Grosso do Sul chega a 150 mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado em 2026.




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