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Naviraí - MS, 24/11/2017
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Crise afeta saúde e cidade pode recusar pacientes de fora

DOURADOS

Foto: ARQUIVO
Crise afeta saúde e cidade pode recusar pacientes de fora
Hospital da Vida atende pacientes de Dourados e cidades da região

- Prefeitura diz que não tem dinheiro para manter atendimento a pacientes de Dourados e de 32 cidades da região; Délia Razuk pediu levantamento sobre valores pactuados com Estado e União -

HÉLIO DE FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS

A saúde é o mais recente setor do serviço público de Dourados a sentir os efeitos da dificuldade financeira que atinge o município. Em plena crise com servidores, principalmente da educação, com alteração de leis para reduzir o gasto com salários, a Prefeitura se vê diante de outro impasse. Se não entrar mais recurso no cofre municipal, poderá ser obrigada a limitar atendimento a pacientes de outras cidades.

Como referência regional e gestão plena dos recursos, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul é obrigada a atender moradores locais e de outros 32 municípios da região. Só que o dinheiro está curto, segundo a prefeitura.

Para não ter que fechar as portas do Hospital da Vida e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a prefeita Délia Razuk colocou a dentista Maria Piva, funcionária de carreira da Secretaria Municipal de Saúde, para fazer uma revisão da Programação de Pactuada e Integrada (PPI), que define a programação das ações de saúde em cada região e a destinação dos recursos financeiros para bancar os procedimentos. A previsão é de conclusão em 60 dias.

Segundo a Prefeitura, o objetivo principal é não prejudicar o atendimento à população local por conta de pacientes dos outros municípios. Entretanto, técnicos que se reuniram ontem com a prefeita informaram que o município não pode deixar de atender pacientes de outras cidades.

A prefeitura alega que a tabela de repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) está congelada desde o ano passado e não tem mais dinheiro próprio para pagar pelos serviços.

O diretor presidente da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), Américo Monteiro Salgado Júnior, disse que a cidade está em “emergência financeira”, principalmente por ter de manter funcionando a UPA e o Hospital da Vida.

Na reunião coma equipe, Délia Razuk afirmou que mesmo diante da situação de dificuldade, não vai fechar hospital e nem acabar com a Funsaud. “Nós estamos reunidos aqui para buscar soluções e melhorar o que temos hoje”.