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Naviraí - MS,04/04/2026

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Esta é a páscoa mais cara dos últimos cinco anos

Páscoa acumula alta de 50% em cinco anos e quase dobra a inflação oficial


Esta é a páscoa mais cara dos últimos cinco anos

THE NEWS

Se você esperava pela continuação de “um ovo, dois ovos, três ovos”, lamentamos. Isso porque o brasileiro vai enfrentar a Páscoa mais cara dos últimos 5 anos.

Embora o preço do cacau no mercado internacional tenha despencado nos últimos três meses, o chocolate nas prateleiras subiu quase 25% no último ano.

O motivo principal desse aumento é que o planejamento da Páscoa de 2026 começou em agosto do ano passado, quando o cacau passava por uma crise climática na África.

Ainda assim, a indústria produziu 46M de ovos — 1 milhão a mais que em 2025 — apostando que o baixo desemprego vá manter o volume de vendas. 

Páscoa acumula alta de 50% em cinco anos 

  • Os produtos típicos de Páscoa ficaram quase duas vezes mais caros que a inflação oficial nos últimos cinco anos.
  • Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, o IPCA acumulou alta de 33,13%, enquanto a chamada “cesta de Páscoa” avançou 50,75% no mesmo período, segundo levantamento da Rico.
  • Entram nesse grupo itens como chocolates, bombons, açúcar, azeite, biscoitos e pescados.

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Os produtos típicos de Páscoa ficaram quase duas vezes mais caros que a inflação oficial nos últimos cinco anos. Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, o IPCA acumulou alta de 33,13%, enquanto a chamada “cesta de Páscoa” avançou 50,75% no mesmo período, segundo levantamento da Rico.

Os produtos típicos de Páscoa ficaram quase duas vezes mais caros que a inflação oficial nos últimos cinco anos. Entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, o IPCA acumulou alta de 33,13%, enquanto a chamada “cesta de Páscoa” avançou 50,75% no mesmo período, segundo levantamento da Rico.

Entram nesse grupo itens como chocolates, bombons, açúcar, azeite, biscoitos e pescados. De acordo com Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico, os aumentos superaram com folga a média da economia.

“Embora os preços tenham subido de forma geral, os produtos tradicionalmente associados à data ficaram ainda mais caros para o consumidor”, diz.

Leia também: Páscoa 2026 deve bater recorde de vendas mesmo com chocolate mais caro; veja o que esperar

No recorte mais recente, porém, o ritmo perdeu força. Nos 12 meses até janeiro de 2026, a cesta de Páscoa subiu 2,51%, abaixo do IPCA de 4,44%. Para a analista, o movimento reflete um ambiente de desaceleração inflacionária, em meio à política monetária restritiva, com juros a 15%, à apreciação cambial observada desde o ano passado e à maior oferta global de alguns alimentos.

Inflação da cesta de Páscoa

CategoriasAcumulado 5 anos (Jan/21 a Dez/25)Acumulado 12 meses (Fev/25 a Jan/26)
Índice geral33,13%4,44%
Cesta de Páscoa50,75%2,51%
Açúcar cristal34,00%-10,74%
Açúcar refinado57,51%-4,76%
Azeite de oliva51,56%-22,76%
Balas43,46%4,42%
Biscoito44,09%8,01%
Chocolate e achocolatado em pó85,10%19,06%
Chocolate em barra e bombom78,44%24,77%
Frutas55,98%0,73%
Leite condensado35,60%2,67%
Manteiga32,77%-5,53%
Pescados9,29%-0,53%

“Ao detalhar os itens da cesta, os dados mostram comportamentos distintos. Enquanto chocolates e frutas tiveram aumentos expressivos no período mais longo, alguns produtos registraram queda de preços no último ano, como o azeite e os açúcares”, diz o levantamento.

Chocolate segue pressionado

Mesmo com a queda das cotações internacionais do cacau ao longo de 2025, os preços do chocolate continuam em alta no Brasil. Em cinco anos, o chocolate em barra e bombom acumula alta de 78,44%, enquanto o chocolate e achocolatado em pó avançaram 85,10%. No acumulado de 12 meses, as altas são de 24,77% e 19,06%, respectivamente.

Segundo Figueiredo, há defasagem no repasse de custos. Parte dos produtos hoje nas prateleiras foi produzida com insumos adquiridos quando o cacau estava mais caro. Além disso, custos logísticos, reajustes de embalagens e demais etapas da cadeia produtiva continuam pressionando o preço final, sobretudo em um período de demanda elevada.

Açúcar perde força após anos de alta

O açúcar foi um dos principais vetores de pressão nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, o açúcar refinado subiu 57,51%, e o cristal, 34%. No entanto, o cenário mudou recentemente: no acumulado de 12 meses, os preços caíram 4,76% e 10,74%, respectivamente.

Comparação com 2025

Em relação à Páscoa passada, o quadro é mais favorável. Nos 12 meses até a Páscoa de 2025, a cesta subia 5,28%; agora, o avanço é de 2,51%. O IPCA também desacelerou, de 5,06% para 4,44% na mesma base de comparação.

Há, contudo, comportamentos distintos entre os itens. Enquanto chocolates seguem pressionados, produtos como azeite, açúcar cristal, açúcar refinado e manteiga registram queda no acumulado recente. Biscoitos (8,01%) e balas (4,42%) ainda apresentam alta em 12 meses.

No agregado, segundo a analista, o retrato para 2026 é mais benigno que o observado no ano anterior, ainda que categorias industriais mais sensíveis ao custo de insumos permaneçam pressionadas.




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