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Naviraí - MS,09/03/2026

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Casa é incendiada e dentro dela uma mulher indígena morre carbonizada

O crime ocorreu na madrugada deste domingo, no Dia Internacional da Mulher

DIVULGAÇÃO
Casa é incendiada e dentro dela uma mulher indígena morre carbonizada

CAMPO GRANDE NEWS

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Uma mulher indígena, identificada como Ereni Benites, de 35 anos, do povo guarani Kaiowá, foi encontrada morta e com o corpo carbonizado dentro da própria casa, no Tekoha Paraguassu, em Paranhos, município localizado na região sul de Mato Grosso do Sul.

O crime ocorreu na madrugada deste domingo, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e é investigado pela polícia. De acordo com informações divulgadas por organizações indígenas, Ereni foi encontrada já sem vida e com 100% do corpo carbonizado no interior da residência onde morava. 

As circunstâncias da morte ainda estão sendo apuradas, mas o ex-marido da vítima aparece como suspeito, pois teria se separado da vítima há cerca de quatro anos e, desde então, tentava reatar o casamento. O nome dele não foi divulgado pela polícia até o momento. Ele foi visto bebendo em um bar da região, mas negou estar envolvido. 

O caso foi denunciado nas redes sociais pela organização Kunangue Aty Guasu, que reúne mulheres indígenas Guarani e Kaiowá. Em publicação, o grupo afirmou que a morte evidencia a realidade enfrentada por muitas mulheres indígenas, marcada por episódios de violência e pela falta de proteção.

O fato está sob a investigação e caso se confirme que o crime foi cometido pelo ex-marido, Ereni será a sétima vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.

A organização também cobrou investigação rigorosa e justiça pelo crime, além de maior atenção do poder público para a proteção das mulheres indígenas. O caso foi registrado como incêndio seguido de morte e segue sob investigação das autoridades locais.   

Os peritos da Delegacia Regional de Ponta Porã foram ao local e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã. 

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.




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