Enfermeira morre após ser atacada com marreta pelo marido bombeiro
O crime aconteceu dentro da casa da família, na tarde de terça-feira, em Ponta Porã. Os três filhos ficaram feridos
Liliane de Souza Bonfim Duarte e o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte A enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, morreu nesta sexta-feira, após ter sido atacada com golpes de marreta pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos. A morte foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Rodrigo Inojosa.
O crime aconteceu no fim da tarde de terça-feira, na casa onde o casal morava, na Rua Cacique, na região da Vila Reno, em Ponta Porã.
Liliane foi encontrada em casa, caída, inconsciente, com ferimentos graves e sangramento na cabeça e no rosto. Vizinhos prestavam os primeiros socorros quando a Polícia Militar chegou. O Corpo de Bombeiros encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Ponta Porã, onde permanece sob atendimento médico.

Pouco tempo após o crime, o subtenente foi preso ao tentar fugir a pé pela rua Humaitá, no mesmo bairro. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais civis que estavam na delegacia foram avisados por moradores sobre a fuga e saíram imediatamente em busca do suspeito. Ele foi encontrado caído no chão, já contido por vizinhos. No local, o militar se identificou como subtenente do 4º Grupamento de Bombeiros Militar e afirmou que teria agido em legítima defesa.
Conforme apurado pela reportagem, no momento em que foi capturado, ele disse à polícia que agiu porque a mulher teria tentado esfaqueá-lo com duas facas de serra.
O Campo Grande News apurou que durante depoimento na delegacia, Elianderson ficou em silêncio. O delegado Rodrigo Inojosa, responsável pelas investigações, explicou que, no primeiro momento, a ocorrência foi registrada como lesão corporal e tentativa de feminicídio no boletim da Polícia Militar, pois ainda não havia clareza sobre a gravidade dos ferimentos.
Com a confirmação da morte da mulher e a análise das lesões sofridas pelos filhos, o registro foi atualizado. Agora, o caso é tratado como um feminicídio consumado, um feminicídio tentado, referente à filha, e uma tentativa de homicídio qualificado contra o filho do meio.
Segundo o delegado, a mudança na tipificação ocorreu após a polícia constatar a gravidade dos ferimentos das vítimas.
O Campo Grande News apurou que durante depoimento na delegacia, Elianderson ficou em silêncio. O delegado Rodrigo Inojosa, responsável pelas investigações, explicou que, no primeiro momento, a ocorrência foi registrada como lesão corporal e tentativa de feminicídio no boletim da Polícia Militar, pois ainda não havia clareza sobre a gravidade dos ferimentos.
Com a confirmação da morte da mulher e a análise das lesões sofridas pelos filhos, o registro foi atualizado. Agora, o caso é tratado como um feminicídio consumado, um feminicídio tentado, referente à filha, e uma tentativa de homicídio qualificado contra o filho do meio.
Segundo o delegado, a mudança na tipificação ocorreu após a polícia constatar a gravidade dos ferimentos das vítimas.
CENA DE VIOLÊNCIA
Os três filhos do casal também ficaram feridos. Um adolescente de 15 anos e uma jovem de 17 apresentavam lesões e sangramento na região da cabeça. O menino de 13 anos sofreu abalo psicológico. Todos receberam atendimento no hospital após serem levados por vizinhos.
A polícia apreendeu a marreta com marcas de sangue e duas facas de serra que estavam próximas ao autor.
Durante a detenção, Elianderson reclamou de dores nos pés e escoriações pelo corpo. Ele afirmou que moradores o agrediram antes da chegada da viatura e pediu atendimento médico. O oficial de dia do 4º Grupamento acompanhou o encaminhamento do militar ao hospital da Cassems de Ponta Porã, onde ele ficou sob escolta.





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