Por manipulação de resultados jogos do NBB, da LBF e do Paulista são investigados
Relatórios apontam possíveis fraudes em partidas do Botafogo e do Rio Claro, no masculino, e do Santo André e do Taubaté em competições femininas; PF apura participação de grupo da Sérvia
Rio Claro e Botafogo em partida investigada pela Polícia Federal GLOBO ESPORTE
Ao ge, em nota, a Liga Nacional de Basquete, que organiza o NBB, confirmou ter sido informada das suspeitas e afirmou ter encaminhado os fatos às autoridades. A Federação Internacional de Basquete (FIBA) e o Ministério do Esporte também estão acompanhando, segundo apurou a reportagem.
O caso mais avançado é o da partida entre Santo André e Mesquita, disputada em abril, pela Liga de Basquete Feminino. A suspeita é de que apostadores tinham a informação de que o Santo André seria derrotado por diferença de pelo menos 14 pontos – o jogo terminou 89 a 65 para o Mesquita.
O ge teve acesso ao resumo do relatório, iniciado após alerta da bet Rei do Pitaco:
"No dia 23.04, um dia após a realização da partida, o Rei do Pitaco tomou conhecimento, através da plataforma de integridade da SportRadar, que diversos operadores de apostas haviam sinalizado movimentações suspeitas de entradas na partida, especialmente para uma derrota por mais de 13.5 pontos pela equipe de Santo André, o que gerou alerta para potencial risco de manipulação de resultados, uma vez que a atividade de quadra se mostrava desconectada com alto volume de apostas para uma derrota por essa margem de pontos. Os dados internos da plataforma do Rei do Pitaco indicavam que cerca de 60% do volume total apostado na partida foi feito justamente para uma vitória por margem superior a 13.5 pontos da equipe de Mesquita".
O relatório foi enviado à Polícia Federal, cuja corregedoria encaminhou para a Polícia Civil do Mato Grosso, de onde supostamente partiram as apostas. Em nota, a polícia mato-grossense confirmou a investigação:
"A Polícia Civil confirma o ocorrido e informa que, a partir da ciência do fato, foi instaurado procedimento para apurar o caso".
O superintendente da LBF, Fernando Maroni afirmou ao ge que a liga não foi comunicada sobre o caso:
– Não fomos comunicados oficialmente da investigação. Temos preocupação enorme com o tema, fizemos uma semana de integridade em dezembro, quando isso foi abordado. Fazemos encontros com as atletas. São temas que trazemos à tona e tentamos conversar sobre eles. A liga é favorável a que se investigue, que se apure e que, se confirmar, que a polícia tome as medidas cabíveis.
O Santo André, porém, não é o único time sob suspeita. Nos outros casos, há evidências de conexões e participação de agentes estrangeiros.




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