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Naviraí - MS,24/05/2026

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Granizo e chuva forte impactam lavouras de milho

Os estragos foram causados devido ao tamanho das pedras de gelo. O impacto real será avaliado

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Granizo e chuva forte impactam lavouras de milho Lavoura de milho

As chuvas intensas e a queda de granizo registradas no último fim de semana resultaram em perdas totais de lavouras em algumas propriedades dos municípios de Deodápolis e Fátima do Sul, no distrito de Culturama. Embora pontuais, os estragos foram causados devido ao tamanho das pedras de gelo. O impacto real será avaliado pela equipe técnica do projeto Siga-MS, da Aprosoja-MS.

Em maio, Mato Grosso do Sul registrou as duas primeiras ondas de frio de 2026: a primeira, entre os dias 8 e 11 de maio, devido a um ciclone-bomba; e outra entre os dias 15 e 17 do mesmo mês, graças ao avanço de uma massa de ar polar. Essa última propiciou geada de intensidade fraca a moderada, com temperaturas que variaram entre 1°C e 3°C nos municípios de Rio Brilhante, Maracaju, Amambai e Iguatemi.

Diferentemente dos locais com registros mais severos de queda de granizo, nesses municípios, essas condições de geada, de modo geral, não causaram impactos significativos à cultura do milho, já que a geada tende a causar maiores danos à cultura quando ocorre na fase reprodutiva.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, de maneira geral, as condições climáticas atuais, com temperaturas mais amenas, são favoráveis ao desenvolvimento do milho, pois a cultura responde positivamente a uma boa amplitude térmica, com dias quentes e noites mais frias. No entanto, temperaturas abaixo de 3°C podem começar a provocar danos, dependendo da fase fenológica da planta.

Estiagem pode prejudicar produção

Balta afirma que a maior redução no potencial produtivo em Mato Grosso do Sul, em 2026, não está associada ao frio, mas sim à estiagem ocorrida no mês de março, que resultou em uma queda significativa na proporção de lavouras classificadas em boas condições, com redução de cerca de 29%. Atualmente, aproximadamente 71% das lavouras encontram-se em boas condições, 18% em condições regulares e 11% em condições consideradas ruins.

Segundo o especialista, para reduzir os efeitos da variabilidade climática, os produtores devem adotar medidas preventivas ainda no planejamento da safra. Estratégias como o plantio antecipado, a escolha adequada de cultivares e o escalonamento da semeadura são fundamentais para diminuir os riscos associados a eventos climáticos adversos. No momento, não há medidas capazes de amenizar os efeitos de geadas, ventos fortes ou queda de granizo.

A orientação é para que os produtores também mantenham atenção ao mercado, acompanhando as cotações e avaliando oportunidades de comercialização, especialmente em um cenário de tendência de queda nos preços à medida que se aproxima o período de colheita.

Por fim, é essencial que os produtores mantenham atualizados os protocolos de manejo, com atenção ao controle de pragas e doenças, garantindo a sanidade das lavouras e preservando o potencial produtivo.  




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