Quebra de banco digital provoca a renúncia do presidente do Paraguai
A crise começou na terça-feira, quando o Banco Central paraguaio decidiu liquidar o banco digital
Santiago Peña, economista e agora ex-presidente do Paragua A crise do banco digital Ueno e a pressão pela abertura de um processo de impeachment por seu suposto envolvimento no caso levaram o presidente do Paraguai - Santiago Peña a renunciar ao cargo nesta quinta-feira.
O rombo tinha origem em empréstimos concedidos pelo Ueno a empresas ligadas ao próprio banco, que comprometeram seus recursos e deixaram milhares de clientes sem acesso ao dinheiro.
Diante da situação, clientes foram às ruas para cobrar a liberação do dinheiro depositado no banco. Houve confrontos entre manifestantes e policiais em Assunção.
O escândalo também levou a renúncia de Carlos Carvalho, presidnete do Banco Central do Pargua. Carvallo havia comandado o Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares por sua atuação na supervisão da instituição.
Peña ´passou a ser pressionado por ter sido acionista do Grupo Vásquz, controlador do Ueno, até março de 2025. Ele já era sócio do grupo antes de assumir a Presidência, em 2023. A oposição ainda acusa Peña de manipular regras e desviar dinheiro destinado ao pagamento de aposentadorias e outros benefícios.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/m/lKx1ABRxGBmB5JVBUefA/2026-11-03t212644z-1474208164-rc2cgoa6cu4v-rtrmadp-3-paraguay-finance-1-.jpg)
Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno.
Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação.
Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025.
O Ueno administra aproximadamente U$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai.
Nesta terça-feira, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno.
A população paraguaia foi às ruas em potestos.




COMENTÁRIOS