Sorgo dispara 79% em MS, soja avança e milho recua
A expansão de 82,2% na área cultivada com sorgo passou de 131 mil para 239 mil hectares
O sorgo ganhou espaço nas lavouras de MS, segundo o IBGE O sorgo foi uma das culturas que mais cresceram em Mato Grosso do Sul em 2026, com aumento previsto de 78,9% na produção. Enquanto o grão ganhou espaço nas lavouras, impulsionado pela expansão da indústria de biocombustíveis, a soja apresentou recuperação expressiva e o milho de segunda safra registrou queda. Os resultados fazem parte do levantamento de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira.
Com esse avanço, Mato Grosso do Sul assumiu a terceira posição entre os maiores produtores de sorgo do Brasil, ultrapassando São Paulo. A participação estadual na produção nacional chegou a aproximadamente 16%, contra 9,9% no ano passado.
Segundo o IBGE, o aumento das lavouras está relacionado aos maiores investimentos na produção de biocombustíveis. O movimento também foi observado em outros Estados do Centro-Oeste, embora com intensidades diferentes.
SOJA EM RECUPERAÇÃO
A outra cultura com desempenho positivo foi a soja. A produção sul-mato-grossense deve alcançar 15,7 milhões de toneladas, crescimento de 19,7% em relação às 13,1 milhões registradas em 2025.
Diferentemente do sorgo, o avanço da soja ocorreu principalmente pelo ganho de produtividade. A área cultivada aumentou 2,8%, passando de 4,26 milhões para 4,38 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio cresceu 16,4%.
A produtividade estimada passou de 3.077 para 3.582 quilos por hectare. Com isso, a participação de Mato Grosso do Sul na produção brasileira de soja subiu de 7,9% para 9%.
O resultado mostra que a expansão da produção não dependeu apenas da abertura de novas áreas, mas também do maior volume colhido por hectare.
MILHO PERDE PRODUTIVIDADE
O desempenho foi diferente no milho de segunda safra, uma das principais culturas agrícolas de Mato Grosso do Sul. A produção deve cair de 13,8 milhões para 12,8 milhões de toneladas, redução de 7,2%.
A área colhida apresentou pequena retração de 0,3%, enquanto o rendimento médio diminuiu 6,9%, passando de 6.125 para 5.700 quilos por hectare. Os números indicam que a perda de produtividade teve peso maior no recuo da produção do que a redução da área.
O resultado mostra que a expansão da produção não dependeu apenas da abertura de novas áreas, mas também do maior volume colhido por hectare.
O trigo também aparece entre as culturas com resultado negativo. A previsão é de 46,5 mil toneladas, queda de 17,7% em relação às 56,5 mil toneladas de 2025.
A área colhida diminuiu 29,4%, embora o rendimento médio tenha aumentado 16,6%. Assim, a redução da produção ocorreu apesar do ganho de produtividade das lavouras.
Os diferentes resultados mostram que a agricultura estadual não avançou de maneira uniforme em 2026. Enquanto o sorgo cresceu principalmente pela expansão da área e a soja ganhou produtividade, o milho sofreu com menor rendimento e o trigo teve redução da superfície cultivada. xx
Os dados são estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado mensalmente pelo IBGE, e podem sofrer revisões até a consolidação da safra.




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