TST determina fim da greve dos Correios e fixa reajuste de 4,09%
A decisão considerou legal a paralisação, garantiu reajuste retroativo e definiu retorno dos funcionários
Agência dos Correios O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira que a greve dos trabalhadores dos Correios não foi abusiva e determinou o retorno das atividades a partir de sexta-feira. A decisão também garantiu reajuste salarial de 4,09%, calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com pagamento retroativo a 1º de agosto.
Apesar de reconhecer a legalidade da paralisação, o TST decidiu que os dias não trabalhados não serão descontados dos empregados. A compensação das horas paradas poderá ser definida posteriormente.
Durante a análise do caso, o tribunal também avaliou mudanças no plano de saúde dos funcionários defendidas pela empresa. A decisão autorizou a retirada dos Correios como mantenedora do benefício, deixando de assumir integralmente os riscos do plano. Até que um novo modelo seja definido, continuam valendo as regras atuais.
A direção dos Correios havia alegado ao TST que a falta de trabalhadores estava comprometendo a operação em áreas como atendimento, transporte, tratamento e distribuição de encomendas. A empresa afirmou que a redução do efetivo afetava etapas consideradas interligadas da cadeia postal.
Com o encerramento da greve, os Correios também aguardam uma definição sobre um empréstimo de R$ 7 bilhões negociado com instituições financeiras e garantido pela União. No fim de 2025, a estatal já havia recorrido a uma operação semelhante, de R$ 12 bilhões, para quitar dívidas e reorganizar a operação.




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