Combustível e fertilizantes pesam no bolso e custos para safra 26/27
Apesar dos custos elevados e das margens apertadas, empresas apostam que as compras devem acelerar com a aproximação do plantio da safra 2026/27
Mesmo diante de incertezas que rondam os sojicultores devido ao aumento dos custos e margens mais apertadas, algumas indústrias de insumos estão confiantes que a demanda por seus produtos pode ganhar fôlego a partir de agora.
Carlos Hentschke, presidente da Syngenta Seeds Brasil, diz que o país chega ao quarto ano consecutivo com margens mais apertadas e custos em patamares mais elevados, um panorama que também afeta as empresas de insumos. Ainda assim, ele vê espaço para uma reação do setor produtivo.
O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando atualizações sobre as safras do estado. O levantamento destaca que as três principais culturas do Mato Grosso, soja, milho e algodão, devem apresentar aumentos significativos no custo de produção para a próxima temporada 2026/27.
A soja é a que teve maior incremento, subindo 6,98% ao longo do último mês e atingindo custeio estimado em R$ 4.435,40 por hectare. “Esse avanço está atrelado, principalmente, às tensões no Oriente Médio, que impactaram as cotações de insumos como o petróleo e, consequentemente, elevaram os preços do diesel”, explicam os técnicos do Imea.
O diesel nas bombas em Mato Grosso passou de R$ 6,35 por litro em fevereiro/26 para R$ 7,21/l na média de março/26, alta de R$ 0,86/l (ANP), aumentando, assim, os custos com operações mecanizadas. Além disso, o conflito afetou também o mercado de nitrogenados e fosfatados.






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