Cana e milho vão dividir a mesma usina em Nova Alvorada do Sul
O novo investimento deve ser acima de R$ 1 bilhão
Usina da Atvos em Nova Alvorada do Sul Botar a primeira pedra de uma fábrica é o evento mais fotogênico do mundo corporativo, muita pá dourada, capacete novo e zero produção. É o que a Atvos, a antiga Odebrecht Agroindustrial hoje nas mãos do fundo Mubadala, faz nesta quarta em Nova Alvorada do Sul, ao lançar a pedra fundamental da sua primeira usina de etanol de milho. |
O projeto é a primeira operação a juntar cana e milho na mesma planta, a Unidade Santa Luzia, com investimento acima de R$ 1 bilhão. No papel, a usina vai processar 642 mil toneladas de milho por ano e devolver 273 milhões de litros de etanol, mais 183 mil toneladas de DDG (aquela ração que sobra do processo) e 13 mil toneladas de óleo de milho, com cerca de 2 mil empregos prometidos. |
O CEO Bruno Serapião vende a ideia que juntar as duas matérias-primas derrubaria até 10% do custo de produção, numa aposta de que a mistura obrigatória de etanol suba para 35% com a Lei do Combustível do Futuro. Faz sentido em MS, que já é o segundo maior produtor de etanol de milho do país, com 2,128 bilhões de litros e alta de 33,9%. O detalhe que a pá dourada não mostra é o calendário, a operação só roda em 2028. |
E aí mora a pergunta de R$ 1 bilhão, mais usina de milho é mais boca disputando o mesmo grão que vai pro prato, pra ração e pro porto. Pedra fundamental rende ótima foto. O milho que vai abastecer tudo isso ainda está pra ser colhido. |





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