Dourados confirma a décima-quinta morte por chikungunya
Paciente indígena de 19 anos morreu após complicações da doenças
Agente de endemias durante trabalho em aldeida de Dourados A epidemia de chikungunya em Dourados fez mais uma vítima. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, criado pela Prefeitura para coordenar as ações de enfrentamento da doença na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, confirmou nesta sexta-feira a décima-quinta morte causada por complicações da infecção neste ano.
Com a confirmação, Dourados passa a somar qyuinze mortes por chikungunya em 2026 e concentra 68,2% dos 22 óbitos registrados em Mato Grosso do Sul até o momento. Das 15 vítimas fatais contabilizadas no município, onze eram indígenas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru.
Além das mortes já confirmadas, o município acompanha três óbitos suspeitos que seguem sob investigação. Os casos envolvem uma mulher de 74 anos, portadora de doença renal crônica e hipertensão arterial, que foi internada em 15 de março e morreu em 18 de maio; um homem de 71 anos com diabetes, internado em 20 de março e que morreu em 19 de maio; e um homem de 43 anos sem comorbidades registradas, internado em 13 de maio e que morreu em 26 de maio. De acordo com o COE, os três eram moradores da área urbana de Dourados.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira mostra que Dourados contabiliza 9.772 casos notificados de chikungunya desde o início da epidemia. Desse total, 5.242 são considerados casos prováveis, 4.745 foram confirmados, 4.530 descartados e 497 seguem em investigação.
Na Reserva Indígena de Dourados, o cenário também permanece preocupante. Foram registrados 3.151 casos notificados, dos quais 2.343 são considerados prováveis. O número de casos confirmados chega a 2.184, enquanto 808 foram descartados e outros 159 permanecem em investigação.
Apesar do elevado número de casos e mortes, os dados mais recentes apontam desaceleração da epidemia. O número de pacientes internados por complicações da chikungunya caiu significativamente em comparação aos períodos mais críticos do surto.
“O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das residências”, alertou.
O avanço da epidemia ficou evidente ao longo das semanas epidemiológicas monitoradas pela Secretaria Municipal de Saúde. O município registrou 19 notificações na semana 1, 16 na semana 2, 32 na semana 3 e 35 na semana 4. Na semana 5 foram 40 notificações, aumentando para 72 na semana 6 e 65 na semana 7.
A aceleração dos casos começou na semana 8, com 143 notificações. Na sequência, o número saltou para 217 na semana 9 e 358 na semana 10. A semana 11 contabilizou 791 notificações e o pico da epidemia ocorreu na semana 12, quando foram registrados 1.207 casos suspeitos.
Após esse período, a curva passou a apresentar oscilações e posterior queda. Foram 897 notificações na semana 13, 1.151 na semana 14 e 1.068 na semana 15. A partir da semana 16 começou a redução mais consistente, com 852 registros, seguida por 621 na semana 17, 681 na semana 18, 399 na semana 19, 244 na semana 20 e 260 na semana 21.
Na semana 22 foram registradas 179 notificações, número que passou para 194 na semana 23. E na semana 24, ainda em andamento, foram contabilizadas 115 notificações até o fechamento do relatório.
Dourados segue sendo o município mais afetado pela chikungunya em Mato Grosso do Sul, tanto em número de casos quanto em número de mortes, respondendo por mais de dois terços dos óbitos registrados no Estado desde o início da epidemia.





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