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Naviraí - MS,25/05/2026

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Clube de pesca de Naviraí será tombado como patrimônio histórico

A área apresenta relevância histórica comprovada desde1930

TA NA MIDIA NAVIRAÍ
Clube de pesca de Naviraí será tombado como patrimônio histórico Área teve a relevância histórica comprovada na década

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul iniciou o processo de abertura para tombamento do Clube de Pesca de Sorocaba, em Naviraí. A área apresenta relevante valor histórico, cultural, social e arqueológico.

Conforme a pasta, a área tem características que a qualificam como patrimônio cultural de interesse público por sua relevância histórica comprovada, com origem na década de 1930. Além disso, a fundação descreve que o bem possui: 

Clube de pesca de Naviraí será tombado como patrimônio histórico
  • continuidade de uso ao logo do tempo, mantendo-se como espaço de convivência e prática cultural ligada à pesca e à vida ribeirinha;
  • importância social para a comunidade local, sendo referência de identidade e memória coletiva;
  • inserção em área de reconhecida relevância arqueológica, vinculada ao Sítio Arqueológico Rio Ivinhema 1, com evidências de ocupação humana pré-colonial. 

TESOURO ARQUEOLÓGICO

A área do imóvel está em uma região de relevância arqueológica, com vestígios como fragmentos cerâmicos guaranis, materiais líticos e evidências de ocupação humana pré-colonial. 

Estudos de professores da Universidade Federal da Grande Dourados sobre o sítio arqueológico Rio Ivinhema 1, no Porto Caiuá, apontam que, apesar dos impactos sofridos ao longo do tempo, os resultados das escavações foram considerados surpreendentes.

“A área que consideramos o centro do assentamento é formada por uma grande superfície de cozinhas, onde múltiplas fogueiras se desdobram, formando uma grande profusão de carvões, cinzas, fragmentos de cerâmica e restos de alimentação.”

“Sob a luz dos resultados, tratamos de situar o Rio Ivinhema 1 no contexto arqueológico tupi-guarani do estado de Mato Grosso do Sul, buscando relacionar a grande variedade nas formas decorativas dos recipientes com movimentos dos povos Tupi do litoral para as terras interioranas em tempos já coloniais, cronologia esta confirmada por datação radiocarbônica”, como consta no estudo.




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