Deputado substituto é diplomado para o mandato de sete meses
João César Mattogrosso (PSDB) substitui o deputado estadual Neno Razuk (PL)
Em ato simbólico, João Cesár posa com diploma ao lado da namorada Annai Bernardes A diplomação de João César Mattogrosso (PSDB), realizada na tarde desta sexta-feira, no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), consolidou a mudança provocada pela retotalização dos votos das eleições de 2022 e abriu caminho para um mandato de cerca de sete meses na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).
A mudança ocorreu após a anulação dos votos do ex-deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza, o Tio Trutis, e da ex-esposa Raquelle Lisboa Alves Souza, condenados por irregularidades envolvendo recursos do fundo eleitoral.
A retirada dos votos alterou o quociente eleitoral e fez o PL perder uma das vagas conquistadas em 2022, transferindo a cadeira ao PSDB.

O juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe Medeiros, explicou rito para troca de cadeira (FOTO - PAULO FRANCIS)
Durante a diplomação, o juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe Medeiros, explicou que o processo teve origem ainda após a prestação de contas da campanha.
“Houve uma representação do Ministério Público Eleitoral logo após a prestação de contas, ainda em 2024. O Ministério Público entendeu que os candidatos Trutis e Raquel teriam utilizado de maneira irregular o fundo eleitoral. O TRE julgou procedente a ação, anulou a candidatura, a eleição e, por consequência, invalidou os votos”, afirmou.
Segundo ele, a decisão foi posteriormente mantida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com publicação do acórdão na semana passada, o que permitiu a retotalização realizada na quinta-feira (21).
“A anulação desses votos alterou o quociente eleitoral. O PL perdeu aqueles votos e o PSDB alcançou o quociente. Por média, o candidato eleito passou a ser João César Mattogrosso. Por consequência, o PL perdeu o direito à última vaga ocupada pelo deputado Neno”, completou.
“Houve uma representação do Ministério Público Eleitoral logo após a prestação de contas, ainda em 2024. O Ministério Público entendeu que os candidatos Trutis e Raquel teriam utilizado de maneira irregular o fundo eleitoral. O TRE julgou procedente a ação, anulou a candidatura, a eleição e, por consequência, invalidou os votos”, afirmou.
Segundo ele, a decisão foi posteriormente mantida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com publicação do acórdão na semana passada, o que permitiu a retotalização realizada na quinta-feira
“A anulação desses votos alterou o quociente eleitoral. O PL perdeu aqueles votos e o PSDB alcançou o quociente. Por média, o candidato eleito passou a ser João César Mattogrosso. Por consequência, o PL perdeu o direito à última vaga ocupada pelo deputado Neno”, completou.
O magistrado também destacou que a diplomação representa o encerramento da atuação da Justiça Eleitoral no caso. “Depois da eleição, da apuração e da análise dos recursos, a Justiça Eleitoral encerra seu trabalho com a entrega do diploma. O diploma é o documento que indica que a pessoa está apta para exercer o cargo para o qual concorreu e foi eleita. É o último ato da Justiça Eleitoral”, disse.
Com pouco sete meses restantes até o fim da atual legislatura, João César Mattogrosso afirmou que encara o retorno ao Legislativo como uma oportunidade acompanhada de responsabilidade.




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