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Naviraí - MS,28/04/2026

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Indígenas e polícia têm novos confrontos em fazenda ocupada

Cimi e Aty Guasu denunciam ataques por parte de supostos jagunços e policiais

DIVULGAÇÃO
Indígenas e polícia têm novos confrontos em fazenda ocupada Policiais na área ocupada pelos indígenas, em Amambai

HÉLIO FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS

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Indígenas Guarani e Kaiowá e policiais militares tiveram novos confrontos na manhã desta segunda-feira, em Amambai, na fronteira com o Paraguai. O local do conflito fica ao lado da Reserva Limão Verde, onde o grupo ocupou a fazenda Limoeiro, no sábado.

Imagens divulgadas em rede social pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) mostram os policiais chegando a uma área onde estão os indígenas. Bombas de gás foram detonadas para obrigar o grupo a se afastar.

“Está muito ruim aqui. Chegaram com muito ódio, sem diálogo, estão atacando sem piedade. Pedimos socorro, nossas famílias, idosos, estão no rumo das bombas e tiros”, diz um indígena da aldeia citado na postagem do Cimi. A comunidade denuncia que supostos jagunços a serviço dos fazendeiros também participam das investidas.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário, os supostos ataques contra a comunidade começaram após a “retomada” de parte da fazenda, que integra a Terra Indígena Iguatemipeguá II, em processo de identificação e demarcação desde 2008. 

Entretanto, ainda não existe nenhuma definição judicial determinando a posse da área aos Guarani e Kaiowá. A Reserva Limão Verde fica entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, na linha internacional com o Paraguai. 

Neste domingo, três indígenas foram presos pela Polícia Militar acusados de obstruir a passagem de veículos pela MS-156, mas ainda não há informação se eles foram autuados em flagrante.

"Desde a manhã deste domingo, as polícias estaduais lançam sobre os indígenas uma operação de guerra após a retomada de parte da Fazenda Limoeiro, que faz divisa com a reserva e está sobreposta ao tekoha Tapykora Kora, na Terra Indígena Iguatemipeguá II.

Ainda não há informações consolidadas sobre feridos ou detidos. Os Kaiowá e Guarani pedem a intervenção urgente da Força Nacional de Segurança Pública e demais autoridades federais”, afirma o Cimi.

A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério dos Povos Indígenas, até agora não fizeram qualquer manifestação a respéito do recente conflito. O espaço segue aberto.




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