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Sul News
Naviraí - MS, 28/4/2017
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Lixo de Naviraí é criminosamente enterrado

SEM FISCALIZAÇÃO

Por Edilson 00/00/0000 - 00000 hs

EDILSON OLIVEIRA

Enterrar o lixo de qualquer jeito na vala comum é crime ambiental e contraria o decreto 7.404 que regulamenta e institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. E é isto que vem acontecendo em Naviraí. O problema terá que ser corrigido para o bem da preservação ambiental. Esta é uma dor de cabeça para a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, que tem feito diversas notificações para a Prefeitura.
A questão agora é saber a quem deve ser dada a culpa, se é para a Prefeitura ou se é para uma empresa de gestão ambiental que venceu a licitação e realiza os serviços. A coleta de lixo está sendo feita pela Prefeitura que faz a entrega do material no que deveria ser Unidade Processadora de Lixo (UPL).
Na unidade o lixo deveria estar sendo separado. E de um montante de cerca 32 toneladas de lixo coletado a dia, cerca de 70% do que deveria passar por uma esteira, haveria de ser separado em uma esteira e enviado para a reciclagem. Os inservíveis e matéria orgânica deveria estar sendo colocada em uma vala revestida por uma geomembrana, que deve ser aterrada após sua capacidade de recebimento for exaurida, e deveria ser isolada por dez anos.
Em Naviraí, as geomembranas implantadas ainda na gestão Euclides Fabris foram cobertas e o que vem acontecendo é o amontoar de lixo e/ou o enterro de todos os tipos de materiais (sem separação de orgânicos e recicláveis), como reclamam diversos ambientalistas.
Sem a separação, a vida útil de uma geomembrana cai de um tempo estimado de dois a quatro anos para pelo menos a metade do tempo. isto significa que se cumprida a lei a risca, mais investimento deve ser feito. Uma implantação de uma vala com geomembrana tem custo estimado entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.
O abandono do sistema recomendado de abertura de novas células e a regressão para o aterro sanitário az com que haja damos ambientais, pois não haverá decomposição dos materiais e passa a ser produzido o chorume.
A abertura de uma célula com geomembrana faz com que haja adequação a uma forma de fazer o tratamento de efluentes com um sistema de decantação, para que haja a evaporação do liquido tóxico e sem permitir que transborde os tanques do sistema de tratamento.
Se não há  a redução quantidade de matérias colocadas nas valas, através do processo de seleção de lixo reciclável na esteira, as valas e o sistema de tratamento não suportam o volume de lixo e de chorume.
Enterrar o lixo reciclável é nocivo pois degrada o meio ambiente e significa perder dinheiro (pois as autoridades ambientais devem reconduzir a Prefeitura a voltar a adotar o sistema abandonado) e faz com que seja desvalorizado o antigo projeto de gerar renda aos coletores de materiais recicláveis, em contar a geração do danoso passivo ambiental.