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Naviraí - MS, 29/6/2017
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Preservação do rio Taquari é tema de reunião com ministro

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Foto: ARQUIVO
Preservação do rio Taquari é tema de reunião com ministro
Assoreamento, erosão e formação de arrombados são principais consequências da degradação do Taquari

PRISCILA PERES / CAMPO GRANDE NEWS

A preservação do rio Taquari no Pantanal sul-mato-grossense, foi tema de reunião com o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, nesta semana. O assoreamento e o avanço da agricultura tem preocupado autoridades, que decidiram levar o tema a instância federal.

O senador Pedro Chaves (PSC-MS) e o diretor-presidente do Instituto Homem Pantaneiro, coronel Ângelo Rabelo, foram os responsáveis por levar a situação ao ministro, durante reunião realizada ontem.

“O Pantanal é um bioma frágil e singelo e de imensa importância para a humanidade. Cabe a todos nós criar as condições objetivas para explorarmos as potencialidades do Pantanal com o máximo de sustentabilidade e respeito as todas as formas de vida que ali habitam ” considerou o senador.

No dia 14 de setembro, a situação do rio Taquari e suas nascentes, assim como o avanço da soja, milho e outras culturas no Pantanal, serão temas de Audiência Pública realizada pela Comissão do Meio Ambiente do Senado.

O obejetivo é levar discutir e apurar a ameaça do avanço do plantio da agricultura no bioma Pantanal. O tema foi proposto pelo senador Pedro Chaves, ao lembrar que o Pantanal ‘Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988’ e ‘Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2000’.

Entidades como a Embrapa Pantanal e a SOS Pantanal, já alertaram para a necessidade de um novo modelo de planejamento e fiscalização ambiental que permita ao Estado controlar e monitorar o Pantanal, de modo a evitar as consequências negativas do crescimento de culturas indesejáveis na região, bem como a minimizar os efeitos nocivos ao meio-ambiente e a propiciar o desenvolvimento do ecoturismo no Pantanal.

BACIA

O Rio Taquari é afluente do Rio Paraguai, cujas nascentes estão na Serra do Caiapó, próximo a cidade de Alto Taquari, em Mato Grosso. A bacia é classificada em três partes. São elas, Alto Taquari, que vai das nascentes até a cidade de Coxim, confluência com o rio Coxim; Médio Taquari, da cidade de Coxim, numa extensão de 335 km, até Porto Rolon e o Baixo Taquari, que vai de Porto Rolon, numa extensão de 100 km, até a foz no rio Paraguai, próximo ao Porto da Manga.

Sete microbacias do Taquari foram alvo de projeto da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), desenvolvido em 2014, por meio de recursos repassados pela ANA (Agência Nacional das Águas). As técnicas amenizaram a situação, mas não resolveram a degradação em toda a bacia.