Biodefensivos ganham espaço nas principais culturas
O mercado de biodefensivos cresce 18% na safra
O mercado brasileiro de biodefensivos registrou crescimento na atual safra, impulsionado pela busca por sistemas produtivos sustentáveis, pelo avanço da resistência de pragas aos defensivos químicos e pela demanda por alimentos com menor resíduo. O segmento movimentou R$ 4,35 bilhões, alta de 18% em relação a 2023/24, de acordo com o estudo FarmTrak Bioinsumos 2024/25, da Kynetec.
A adoção dos bioinsumos é liderada pela soja, que responde por 48% do volume utilizado no país, seguida por milho, cana-de-açúcar, algodão, café e hortaliças e frutíferas. A perspectiva de expansão do mercado é reforçada pela projeção de 177 milhões de toneladas na safra 2025/26 e por uma área plantada estimada em 49,1 milhões de hectares, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Nesse contexto, o avanço tecnológico tem contribuído para a consolidação do segmento, com destaque para produtos à base de baculovírus, que já alcançam eficiência superior a 80% no controle de pragas, com compatibilidade com programas de Manejo Integrado de Pragas. O movimento acompanha a incorporação de soluções biológicas às estratégias de manejo adotadas no campo.




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