Rio Dourados recua 82 centímetros e o rio Pardo baixa 35
Também houve quedas de níveis dos rios Miranda de Taquari
Nível do Rio Dourados baixando com o passar dos dias e a recente estiagem Os níveis dos rios Dourados e Pardo apresentaram as quedas mais expressivas entre os cursos d’água monitorados em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira. Conforme O boletim da Sala de Situação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o rio Dourados baixou 82 centímetros em relação à medição anterior, enquanto o rio Pardo recuou 35 centímetros. Os rios Miranda e Taquari também registraram redução nos níveis.
No rio Pardo, monitorado na estação Fazenda Buriti, o nível passou de 6,13 metros para 5,78 metros, recuo de 35 centímetros em relação ao dia anterior. Na segunda-feira, o rio havia registrado 6,09 metros. A cota de alerta para a estação é de 6,30 metros, enquanto a de estiagem é de 5,30 metros.
MIRANDA E TAQUARI
O rio Miranda também apresentou redução, embora mais discreta. Na estação de monitoramento do município, o nível caiu de 6,73 metros para 6,70 metros, uma diferença de três centímetros.
Na segunda-feira (dia 19), a medição era de 6,75 metros. A cota de alerta do Rio Miranda é de 6 metros, e a de emergência, de 7,50 metros. Portanto, apesar da redução registrada nos últimos dias, o nível continua acima da cota de alerta.
No Rio Taquari, em Coxim, a medição recuou de 3,87 metros para 3,82 metros, uma queda de cinco centímetros. O nível está abaixo da cota de alerta, estabelecida em 4 metros.
RIO PARAGUAI
Enquanto os rios Miranda, Taquari, Pardo e Dourados apresentaram redução, o monitoramento apontou pequenas elevações em pontos do Rio Piquiri/Cuiabá.
Na estação de São José do Piquiri, o nível chegou a 1,98 metro, dois centímetros acima da medição anterior. Na estação Pousada Taiamã, a cota atingiu 2,48 metros, com elevação de três centímetros.
No rio Paraguai, o comportamento variou conforme a estação. Em São Francisco, o nível caiu de 4,33 metros para 4,31 metros. Em Ladário, passou de 1,26 metro para 1,25 metro, enquanto em Porto Esperança recuou de 70 para 69 centímetros.
Em Porto Murtinho houve elevação de quatro centímetros, com o nível passando de 3,16 metros para 3,20 metros.
MUDANÇAS MONITORADAS
Segundo o gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, o acompanhamento diário permite identificar mudanças no comportamento dos rios e compreender as variações hidrológicas em diferentes regiões do Estado.
“O monitoramento diário permite acompanhar as variações dos níveis dos rios e identificar mudanças no comportamento hidrológico em diferentes regiões do Estado. Essas informações são fundamentais para orientar a análise técnica e fortalecer a gestão dos recursos hídricos, especialmente em períodos de variação das condições climáticas”, afirmou.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, também destacou a importância da atualização dos dados para a gestão ambiental e o planejamento estadual.
“O acompanhamento dos rios é uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental de Mato Grosso do Sul. Com informações atualizadas e trabalho técnico permanente, o Imasul contribui para ampliar o conhecimento sobre as condições dos recursos hídricos e subsidiar decisões voltadas à proteção ambiental e ao planejamento do Estado”, declarou.
A Sala de Situação do instituto conta com 14 estações telemétricas distribuídas por diferentes rios de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos permitem acompanhar as condições hidrológicas e fornecem informações para a análise técnica dos recursos hídricos.
POSSIBILIDADES DE TEMPESTADES
A previsão meteorológica indica a possibilidade de tempestades - Os dados de precipitação plulviompetrica apontam ausência de chuva nas últimas 24 horas nas estações com informações disponíveis
. No acumulado dos últimos sete dias, porém, foram registrados 29,6 milímetros em Coxim, no rio Taquari; 25,4 milímetros na Fazenda Buriti, no rio Pardo; e 15,2 milímetros em São Francisco, no rio Paraguai.
Há possibilidade de pancadas de chuva e tempestades isoladas, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Mesmo com a redução observada em parte dos rios, a previsão de novas instabilidades mantém a importância do acompanhamento das condições meteorológicas e das oscilações dos níveis de água no Estado.




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