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Naviraí - MS,24/09/2026

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Mercado absorve metade da safra de milho e a saca valoriza 6,4%

A negociação chega a 50% da produção enquanto a colheita alcança 99,5% da área cultivada

GEIZEBEL GOMES
Mercado absorve metade da safra de milho e a saca valoriza 6,4% Maquinário faz a colheita do milho em Mato Grosso do Sul

Os produtores de Mato Grosso do Sul comercializaram 50% da segunda safra de milho até segunda-feira, mesmo com 99,5% da área já colhida no Estado. O ritmo de venda permanece 2,5 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Os dados constam no boletim da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), divulgado nesta terça-feira.

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A comercialização avançou 6,5 pontos percentuais em relação ao levantamento publicado pelo Campo Grande News em 27 de agosto, quando 43,5% da safra estava negociada. Naquele momento, a diferença em relação ao ano anterior era de 3,5 pontos. O intervalo diminuiu para 2,5 pontos no levantamento mais recente. 

O avanço das vendas ocorre enquanto a retirada do cereal das lavouras chega à reta final. Até a sexta-feia (dia 18), os produtores tinham colhido aproximadamente 2,194 milhões dos 2,206 milhões de hectares cultivados com milho. A região norte concluiu os trabalhos, enquanto as regiões centro e sul chegaram a 99,5% e 99,4%, respectivamente. 

O preço também avançou. A saca de 60 quilos foi negociada por média de R$ 54,83 em 21 de setembro, alta de 0,92% em uma semana. A média entre os dias 14 e 21 ficou em R$ 54,40, valor 6,4% superior aos R$ 51,13 registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os municípios pesquisados, Dourados teve a maior cotação, de R$ 56 por saca. Chapadão do Sul, Maracaju e São Gabriel do Oeste registraram R$ 55, enquanto Campo Grande e Sidrolândia ficaram em R$ 54. São Gabriel do Oeste apresentou a maior valorização no período, de 3,77%.

A produção estadual está estimada em 16,253 milhões de toneladas, com produtividade média de 122,79 sacas por hectare. O volume projetado supera em 16,7% o resultado da safra passada e ficou 45,9% acima da previsão feita no início do ciclo, de 11,139 milhões de toneladas.

Em agosto, quando o índice de comercialização estava em 43,5%, a saca tinha preço médio de R$ 49,17. Desde então, a cotação de referência subiu R$ 5,66, ou 11,5%.




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