Presidente do STF suspende decisões de Mendonça e Dino sobre diretor da PF
Fachin paralisou todas as investigações de integrantes da Corte e assumiu o inquérito das Fake News
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin Após o escalonamento da crise do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, tomou uma série de medidas de contenção, entre elas a suspensão das decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino das últimas 24 horas sobre o afastamento e permanência do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Segundo o procedimento, a revogação do comando tem efeitos, exclusivamente, a partir de hoje, o que significa que todos os atos do ministro Alexandre de Moraes nos últimos sete anos serão preservados.
O presidente do Supremo ainda convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira (15), onde será pautado o relatório da PF, solicitado por Mendonça no início do mês, que revelou a troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
"Esta decisão, voltada à paralisação urgente de comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública", justificou em procedimentos publicados na tarde desta quarta-feira.
COMANDO DA PF
Nesta terça-feira, André Mendonça solicitou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com base em um pedido do partido Novo. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Para embasar o pedido, o Novo afirmou que Andrei estaria agindo para impedir que Vorcaro alcance um acordo de delação premiada. A acusação teria sido feita pelo ex-banqueiro em audiência com Mendonça. O encontro ocorreu a pedido da defesa e contou com a participação de um representante do Ministério Público, conforme previsão legal.
Na manhã de ontem o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF). Dino atendeu a pedido formulado pelo próprio Andrei Rodrigues. Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais”, entre os quais a ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal.
Dino frisou ainda que o Novo tem interesse direto e político-partidário no afastamento de Andrei Rodrigues, uma vez que tem candidato próprio à presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, adversário do atual mandatário e candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi quem nomeou o diretor-geral da PF.
Além da suspensão das duas decisões, o presidente da Corte concedeu ainda 48 horas para que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, preste informações à Corte.




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