IA amplia precisão na aplicação de defensivos
A tecnologia também cruza dados de vento, temperatura, umidade e chuva
A tecnologia também cruza dados de vento, temperatura, umidade e chuva AGROLINK
A palestra “Inteligência Artificial na Agricultura” será conduzida pelo engenheiro agrícola Guilherme Sanches. Segundo ele, recursos de visão computacional e aprendizado de máquina já estão incorporados a equipamentos e plataformas do setor.
Uma das aplicações mais consolidadas é a pulverização seletiva. Câmeras e algoritmos reconhecem plantas daninhas em tempo real e acionam os bicos apenas nos pontos necessários. Em alguns casos, a redução no uso de herbicidas supera 50%.
“Grande parte dessas aplicações já está presente em máquinas e softwares, muitas vezes sem que o produtor perceba que existe IA por trás. Ela já ajuda na identificação de pragas e doenças, na previsão de riscos climáticos, na antecipação de problemas em máquinas e no direcionamento do uso de insumos”, afirma.
A tecnologia também cruza dados de vento, temperatura, umidade e chuva para indicar melhores condições de aplicação, ajustar doses e identificar falhas. Nos bioinsumos, modelos preditivos ajudam a avaliar em quais situações cada solução apresenta melhor desempenho.
Os resultados, porém, dependem de dados organizados, objetivos claros e capacitação. A avaliação é que a IA reduz tarefas repetitivas, mas a interpretação do contexto e a decisão técnica continuam sob responsabilidade dos profissionais. “A tecnologia vai chegar de qualquer maneira. Quem dominar os conceitos antes e souber utilizar essas ferramentas terá mais condições de transformar informação em resultado”, conclui Sanches.





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