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Naviraí - MS,02/07/2026

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Frigoríficos reduzem abates após fim da quota para China

Foram dadas férias por causa do esgotamento da cota chinesa

DIVULGAÇÃO
Frigoríficos reduzem abates após fim da quota para China

Frigoríficos brasileiros de diferentes estados começam a adotar medidas para reduzir o ritmo de produção diante da expectativa de esgotamento da cota anual de exportação de carne bovina para a China sem cobrança de tarifa adicional. Segundo informações divulgadas pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos, algumas empresas programaram férias coletivas a partir de julho e devem suspender parcialmente os abates de animais.

Entre as companhias que já se preparam para a redução temporária das operações estão a Frigol, a Better Beef, a Iguatemi Beef e a Plena Alimentos. A expectativa é de que a demanda chinesa permaneça reduzida até outubro, período em que os importadores do país asiático devem retomar as compras do Brasil, já considerando a cota de exportação de 2027.

No fim de 2025, a China estabeleceu cotas de importação para seus fornecedores de carne bovina, entre eles Brasil, Austrália e Estados Unidos, como forma de proteger a produção local. Para o mercado brasileiro, o limite anual foi fixado em 1,106 milhão de toneladas, volume inferior às 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo país no ano anterior.

Dentro da cota, as exportações brasileiras são tributadas em 12%. As cargas que ultrapassarem esse limite passam a pagar uma tarifa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67%.

Embora o calendário ainda esteja no fim de junho, o setor avalia que a cota está próxima de ser preenchida. Isso ocorre porque o governo chinês considera, no cálculo anual, a data de chegada da carga aos portos do país, e não o momento do embarque. Dessa forma, parte das exportações enviadas pelo Brasil no fim de 2025 foi contabilizada na cota de 2026 após desembarcar na China no início deste ano.

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Os dados mais recentes divulgados pelo governo chinês, referentes a 23 de junho, mostram que o Brasil já havia utilizado 65,4% da cota até maio. A expectativa de executivos do setor é que, após o limite ser atingido, os compradores chineses retomem as negociações apenas em outubro, já que as cargas embarcadas nos últimos meses de 2026 deverão chegar ao destino somente no início de 2027, sendo contabilizadas na próxima cota anual.




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