Esposa de cardiologista, fisioterapeuta é encontrada morta em chácara
A mulher de João Jazbik Neto morreu com ferimento por arma de fogo - foi ele quem acionou a PM
Viaturas da Deam na chácara onde mulher foi encontrada morta CAMPO GRANDE NEWS
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e o cardiologista ligou para o 190 (emergência da Polícia Militar) por volta das 11h30. Neste momento, provavelmente, a morte já havia sido constatado e ele foi orientado a não permitir que acessassem o local até a chegada da Policia Militar (PM),

A fisioterapeuta Fabiola Marcotti, que morreu aos 51 anos
Pouco depois, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher também foi acionada, além da perícia da Polícia Civil. As equipes foram até o local. As apurações estão a cargo dos delegados Analu Lacerda Ferraz e Leandro Santiago.
Um vizinho que soube do ocorrido e foi até o local afirmou à reportagem que Fabiola é bem mais nova que Jazbik e que o médico “tinha um ciúme danado” dela. “Ele ficava em cima”. A reportagem apurou ainda que o médico tem registro ativo como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).
HISTÓRICO
O nome do médico já apareceu ligado a episódios controversos. Em 2013, teria sido investigado em sindicância por suposto esquema de cobrança de propina para realização de cirurgias cardíacas pelo Sstema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Campo Grande. Na época, a direção do hospital não citou nomes oficialmente, mas um funcionário demitido relatou à imprensa que João Jazbik Neto estaria entre os suspeitos. A informação, porém, nunca foi confirmada pela Santa Casa.
A última vez que o nome foi mencionado em reportagem do Campo Grande News foi em 2019, no contexto da Operação Omertà. João esteve na casa de Jamil Name no dia em que o empresário de família tradicional campo-grandense foi preso sob a acusação de liderar milícia armada para garantir na Capital a exploração de jogos de azar,
Depois, ainda naquele ano, a defesa do alvo da operação tentou autorização judicial para que o cardiologista, apontado como médico de confiança de Name, entrasse no Centro de Triagem Anísio Lima, no Complexo Penal de Campo Grande, para atender o preso.
Vinte anos antes disso, João Jazbik Neto foi citado em matéria da Folha de S. Paulo. Dono de cinco fazendas no Pantanal e de cerca de dez mil cabeças de gado, ele deu uma entrevista em que criticou a discussão sobre o desarmamento no Brasil.
Na época, com 51 anos, ele dizia que "fatalmente" seria preso caso fosse aprovado o projeto que proíbe armas no País e que era "um absurdo" que fazendeiros tenham de andar desarmados no campo. Afirmou ainda que pertencia a um clube de tiro em Campo Grande e tinha uma coleção de 20 armas.
O médico foi preso por posse ilegal de arma e será investigado por feminicídio. E o corpo da fisioterapeuta Fabiola Marcotti foi levado para a realização do exame de necropsia, no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande.
João Jazbik Neto (de roupa clara) após o trabalho da perícia no local onde esposa morreu (Foto - MAYA SEVERINO)





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