AGRISHOW - Cidade das máquinas agrícolas recebe pessoas do Brasil e do Mundo
O maior evento de tecnologia agrícola do país começa nesta segunda-feira com a expectativa de receber 200 mil pessoas até o dia 1º de maio
Vista aérea parcial da Agrishow, em Ribeirão Preto, SP - São 900 marcas expondo em um show de inovações exposto em uma área maior do que 50 campos de futebol -
G 1
Com números que impressionam, a Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do país, recebe visitantes do Brasil e do exterior a partir desta segunda-feira, em Ribeirão Preto (SP) em meio a um momento de incertezas para o setor (entenda mais abaixo).
Equipamentos de grande porte se espalham por mais de 520 mil metros quadrados de ruas e estandes que demandam um sistema próprio de geolocalização.
A feira chega à 31ª edição com a expectativa de receber 200 mil pessoas de diferentes partes do Brasil e de mais de 50 países em uma área maior que a de 50 campos de futebol, com bolsões de estacionamento espalhados pelos dois lados da Rodovia Antônio Duarte Nogueira, para dar conta dos milhares de veículos, e até um aeródromo próprio para quem chegar de avião ou helicóptero.
Além da importância para o agronegócio, em ano eleitoral, políticos se articulam no evento mirando a influência política do setor. Na abertura, no domingo (26), participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, vice na chapa do presidente Lula à reeleição, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Nesta segunda, o governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, tem agenda na feira.
Em um lugar que mais parece uma "cidade de máquinas", a poucos quilômetros do centro da capital do agronegócio, agricultores, empresários, pesquisadores, especialistas e curiosos se encontram até sexta-feira (1º) para conferir lançamentos de 800 expositores brasileiros e estrangeiros, incluindo pavilhões que, por si só, tomariam horas para serem conhecidos e que interessam a toda a cadeia do agronegócio.
Tratores com piloto automático e cada vez mais confortáveis para os operadores, soluções de alta performance para agricultura de precisão, com sistemas que permitem um monitoramento em tempo real de propriedades rurais, máquinas movidas a biocombustíveis como o etanol e robôs autônomos projetados para atuar nas lavouras estão entre as novidades que poderão ser conferidas e até testadas pelos visitantes em Ribeirão Preto.
"Nossa missão nessa edição é mostrar que a tecnologia só tem valor se servir para trazer sustentabilidade e prosperidade para quem está na ponta, do pequeno ao grande produtor. (...) Nesta edição, focamos na agricultura 5.0 e na transição energética. A resposta para as preocupações econômicas de hoje está na eficiência que apresentamos aqui com máquinas cada vez melhores que economizam combustível, bioinsumos, biotecnologia que protege o solo e a conectividade que reduz os desperdícios", afirmou presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, durante a abertura oficial da feira, no domingo (26).
Feira vai ser teste para cenário de incertezas
Conhecida como uma vitrine de tecnologias, a feira também é um espaço para negócios, que no ano passado movimentaram R$ 14,6 bilhões. Para este ano, no entanto, os organizadores não fizeram uma projeção para a Agrishow.
Além da crise e da instabilidade internacional causadas pela guerra no Oriente Médio, existe uma dificuldade de acesso ao crédito devido a alta taxa de juros no Brasil e da elevação da inadimplência no agro.
Essas questões inclusive foram abordadas por representantes do governo federal na abertura da feira, ao prometer um novo recorde de recursos no Plano Safra e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para tratores, implementos e colheitadeiras com juros abaixo dos 10%.
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