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Naviraí - MS, 20/10/2017
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Rio Paraná tem um dos maiores arquipélagos fluviais do Brasil

ITAQUIRAÍ - ILHA GRANDE

Foto: ARQUIVO
Rio Paraná tem um dos maiores arquipélagos fluviais do Brasil
Pescadores entre a Praia da Amizade e a Ilha Grande, em Itaquiraí

MIDIAMAX

Mato Grosso do Sul fica a mais de mil quilômetros do mar, mas em Itaquiraí, um dos municípios banhados pelas abundantes águas do rio Paraná, uma curta faixa de areia dá nome a Praia da Amizade. Uma prainha no meio dos 70 mil hectares do Parque Nacional da Ilha Grande, na divisa com o Estado do Paraná.

O cenário é de abundância e privilégio. Imensidão de água doce que atrai turistas e pesquisadores de todo mundo para os 78 mil hectares do Parque Nacional da Ilha Grande no ‘Paranazão’. Mais quatro cidades são banhadas pelas suas águas: Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e Naviraí,além de cinco cidades do Estado vizinho.

A grandeza das águas era contemplada com sete quedas que formavam 19 cachoeiras, natureza que o país perdeu em 1982 com a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Atualmente a proteção da região está ligada à longa luta pela preservação de áreas de várzeas do Rio Paraná.

O ICMBio(Instituto Chico Mendes) é o responsável pelo parque, em conjunto com o Consórcio Intermunicipal para Conservação do Remanescente do Rio Paraná e áreas de Influência (Coripa).

A região é o último trecho livre de represamento do Rio Paraná e apresenta um cenário dominado por lagos, lagoas, várzea continental e cerca de 180 ilhas e ilhotas. E é caracterizada pela existência de sítios históricos e arqueológicos de excepcional relevância para a compreensão da ocupação humana no sul do Continente Americano, incluindo-se as áreas de ocupação dos índios Xetá e cidades jesuíticas (índios Guarani).

DE TÃO GRANDE, CABE ATÉ PRAIA

A prainha, como também é chamada a Praia da Amizade (Itaqui Praia), atrai visitantes para o balneário, pesca e pesquisa. A infraestrutura é rústica, oferece lugar para camping e costuma ter atrações musicais aos finais de semana. trilha que leva os visitantes têm cerca de 20 quilômetros da área central da cidade por uma estrada sem pavimentação.

O percurso leva a uma paisagem de bondades da natureza: água limpa, pássaros, peixes e calmaria. Não é cobrada entrada.

O acesso à região até a Unidade de Conservação é feito através da PR-323 (Maringá-Umuarama) e pela BR-487. Também pelas BR 467 e a BR 163, pelo eixo Cascavel/Toledo até Guaíra, e de Guaíra até o Mato Grosso do Sul.

Todas as rodovias mencionadas estão asfaltadas, acessíveis a partir de Curitiba e Campo Grande.