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Naviraí - MS, 12/12/2017
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Sem deixar de ser agro, Estado consolida vocação industrial

MS 40 ANOS

Foto: RENATA PRANDINI
Sem deixar de ser agro, Estado consolida vocação industrial
Viveiro de mudas de eucalipto pertencente a Fibria

- Nos últimos dez anos, Estado ampliou vagas na indústria mas sem perder foco do agronegócio -

RENATA PRANDINI / CORREIO DO ESTADO

Quarenta anos após a divisão de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul deixou de ter sua economia baseada nas culturas da soja e boi. A modernização no campo preparou o terreno para a chegada da indústria. A agricultura deu lugar ao agronegócio e mudou o perfil de empregado e empregadores em todo o Estado.

Esse avanço pode ser aferido em números. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), em 1997 (dados mais antigos disponíveis), Mato Grosso do Sul havia registrado receita de US$  383,698 milhões com exportações. Três produtos concentravam 76,07% desse resultado: o bagaço da soja (US$ 182,538 mi), soja em grãos (US$ 86,410 milhões) e minério (R$ 23,244 milhões).

Uma década depois, a receita de todo um ano de exportações se equipara ao resultado de um mês, e nem precisa ser dos melhores. Somente em maio deste ano, a balança comercial registrou faturamento de US$ 388,164 milhões.

No acumulado do ano, já são US$ 3,722 bilhões de receita.  Para isso, o portfólio cresceu, a carne e a soja, que continuam ocupando lugar de destaque na balança comercial deram espaço a outros produtos, como a celulose e o papel.

Segundo a balança, a soja é o carro-chefe das exportações, com US$ 1,227 bilhão exportado de janeiro a agosto deste ano; seguida pela celulose (US$ 697,635 milhões) e açúcar da cana (US$ 386,368 milhões).