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Naviraí - MS, 23/10/2017
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Justiça atende novo pedido da CPI e bloqueia mais R$ 615 milhões da JBS

LAVA JATO

Foto: ARQUIVO
Justiça atende novo pedido da CPI e bloqueia mais R$ 615 milhões da JBS
Sede da JBS, em Campo Grande

- Semana passada, o TJ-MS já tinha restrito R$ 115 milhões e bens da unidades da empresa em Mato Greosso do Sul - 

MAIARA BUENO / CAMPO GRANDE NEWS

A 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais de Campo Grande bloqueou mais R$ 615 milhões da JBS. A decisão saiu nesta segunda-feira, dia 9, e soma-se aos R$ 115 milhões que já foram restritos.

A determinação judicial atende pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de MS, que investiga benefícios fiscais concedidos a empresas pelo governo estadual.

Com os dois bloqueios, chega-se ao montante de R$ 730 milhões. Em nota, a empresa se manifestou sobre a decisão de hoje afirmando que não tem conhecimento sobre a decisão e, por isso, não irá comentá-la. Na primeira restrição, a JBS afirmou que iria recorrer judicialmente.

Conforme a assessoria do colegiado, que é presidido pelo deputado Paulo Corrêa (PR), o bloqueio de hoje se refere a quatro Tares (Termos de Acordo de Regime Especial).

Em todos estes acordos, a JBS recebeu incentivos para retirada de boi vivo do Estado.

Até agora, a análise feita pela CPI nas notas fiscais aponta que a maior irregularidade cometida nestes acordos foi a repetição de notas, visando a composição da base de cálculo para a concessão de mais benefícios fiscais.

As unidades alvo do primeiro bloqueio ficam em Campo Grande (duas), Coxim, Nova Andradina, Sidrolândia, Cassilândia, Ponta Porã e Naviraí. O grupo que mantém a CPI também vai pedir na Justiça o bloqueio de mais R$ 615 milhões referentes a outros quatro Tares (Termos de Acordo de Regime Especial) que não teriam sido cumpridos.

A empresa deveria investir R$ 285 milhões nas oito unidades, no entanto antes das visitas marcadas pela CPI, a JBS enviou comunicados reconhecendo que não havia cumprido tais organizações, se tornando, para os deputados, "ré confessa".