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Naviraí - MS, 20/10/2017
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Governo estadual quer federalizar a rodovia Sul-Fronteira

TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE

Foto: ARQUIVO
Governo estadual quer federalizar a rodovia Sul-Fronteira
Sul Fronteira

Ao todo são 337 quilômetros ligando Sanga Puitã em Ponta Porã a Mundo Novo no extremo sul do Estado, pela linha internacional que separa Brasil e Paraguai - 

VILSON NASCIMENTO

O Governo de Mato Grosso do Sul está trabalhando para “federalizar”, ou seja, passar aos cuidados do Governo Federal, a chamada Sul-Fronteira.

Ao todo são 337 quilômetros ligando a Rodovia MS-386 (Ponta Porã a Amambai) a BR-163, a região de Mundo Novo, passando por seis municípios da região Cone Sul do Estado que fazem fronteira seca com o Paraguai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo.

Em cerca de 38 quilômetros entre Aral Moreira e a MS-386 a pavimentação já foi concluída e o asfalto também já avançou em parte do trecho que liga a cidade  de Aral Moreira ao distrito de Vila Marques.

Segundo o Governo de MS o Estado já viabilizou o cadastramento do projeto junto a SUDECO (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) visando a liberação de recursos para avançar a pavimentação até a cidade de Coronel Sapucaia.

CONVERSAÇÕES

Em entrevista à reportagem do grupo A Gazeta durante visita a Amambai, o secretário Estado de infraestrutura em Mato Grosso do Sul, Ednei Marcelo Miglioli, disse que as conversações para passar para a União a responsabilidade sobre a Sul-Fronteira estão bastante avançadas.

Segundo Marcelo Miglioli o governador Reinaldo Azambuja, bem como a bancada de Mato Grosso do Sul em Brasília, destacando-se o senador Waldemir Moka, estão empenhados para que isso aconteça.

“Em nosso entendimento essa estrada tem todos os requisitos necessários para que ela seja uma estrada federal. São vários aspectos que a credenciam, entre eles o de segurança”, disse do secretário de Estado.

Miglioli ressaltou também que tem mantido contatos constantes com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o órgão federal já destacou a viabilidade da federalização.

“O DNIT já consultou os órgãos de segurança e todos eles são unanimes em apontar que essa rodovia tem que ser federalizada”, disse Marcelo Miglioli ao ressaltar que federalização não é um processo tão simples, mas é um objetivo possível de ser alcançado.

A pavimentação total da Sul-Fronteira é apontada pela classe produtora, empresarial e política, principalmente dos municípios da faixa de fronteira, como de fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico da região, principalmente com o crescimento econômico do país vizinho, fator que pode atrair investimentos, consequentemente a geração de emprego e renda para os municípios fronteiriços.