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Alvo de batida da PF por compra de voto, vereador é absolvido

ELEIÇÕES 2016

Foto: THIAGO MORAIS
Alvo de batida da PF por compra de voto, vereador é absolvido
Jânio Miguel foi eleito com 2.319 votos

- Pedido de cassação foi feito por suplente do PT após PF encontrar dinheiro e material de campanha de Jânio Miguel -

HÉLIO DE FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS

Sexto vereador mais bem votado no ano passado em Dourados, Jânio Colman Miguel (PR) escapou da acusação de compra de voto. Ontem, ele foi absolvido pelo juiz da 43ª Zona Eleitoral, Jonas Hass da Silva Junior, da acusação de abuso do poder econômico, corrupção eleitoral e captação ilícita de financiamento da campanha.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, quatro dias antes da eleição, a Polícia Federal fez uma batida na casa de Jânio Miguel, no Jardim Flórida, e em outros locais e apreendeu material de campanha, tickets de abastecimento em postos de combustíveis.

Seis mandados foram cumpridos na residência do então candidato e na casa do empresário Robson Uhde, o “Binho da Erva-Mate”, na empresa dele e em dois postos de combustíveis. Binho apoiou a candidatura de Jânio Miguel.

Na época, o Ministério Público informou que foram apreendidos tickets de combustíveis, dinheiro, documentos contendo anotações ligadas à compra de voto, mídia com imagens dos postos de combustíveis, além de computadores e celulares. Jânio foi eleito com 2.319 votos.

Com base nas provas, o Ministério Público e o suplente de vereador Dirceu Longhi (PT) entraram com ação pedindo a cassação do mandato de Jânio Miguel por compra de voto. A sentença saiu ontem, um ano depois. Longhi era interessado direto no caso, já que se o vereador republicano tivesse o mandato cassado seria feita um novo cálculo do quociente eleitoral o petista assumiria a cadeira na Câmara.

Em nota emitida após a absolvição, o vereador afirma que a absolvição demonstra sua inocência. “A verdade sempre prevalece. Tenho certo que todo homem público deve entender que denúncias e investigações fazem parte do dia a dia. Aliás, o homem público deve ter sua vida transparente e não temer à Justiça”.