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Naviraí - MS, 26/9/2017
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Falta de fiscalização é obstáculo para quem tem necessidade especial

NAVIRAí

Foto: EDILSON OLIVEIRA
Falta de fiscalização é obstáculo para quem tem necessidade especial
Poste no meio da passagem de uma rampa para cadeirantes, na avenida Caarapó

EDILSON OLIVEIRA

Fazer obra de acessibilidade colocando obstáculos como poste na rampa de passagem de cadeirantes (avenida Caarapó) ou poste na área de piso tátil por onde passam os cegos é algo absurdo e impensável. Seria, se você não pensasse em uma cidade chamada Naviraí. Nela a fiscalização não atinge quem faz desperdício de dinheiro público dificultando ainda mais a vida de quem já tem barreiras naturais a vencer.

Acessibilidade em Naviraí vira sinônimo de acesso facilitado para que tem privilégio de não sentir os dramas de ter nascido como portador de necessidades especiais. A demonstração disto está em todos os cantos da cidade, com a implantação de rampas de acesso irregular, muitas vezes em meio a calçadas (bem longe da área de esquina e até em frente a calçadas que nem sequer estão construídas, acontece em lugares próximo ao Terminal Rodoviário e próximo ao Jardim Sol Nascente.

Nas ruas entre as avenidas Campo Grande e Dourados também há muitas infrações do código de postura, e embora na Prefeitura de Naviraí todos saibam disto, a preocupação é dizer que a culpa é do governo estadual ou a empreiteira, por projetar e executar as obras, em flagrante desrespeito aos portadores de necessidades especiais (deficientes físicos ou de mobilidade reduzida).  

A Associação Naviraiense das pessoas com deficiência (Anpede) enviou ofício para a gerente Ana Paula Rocha, pedindo que fiscalize algumas rampas, que apresentam irregularidades de alinhamento nas esquinas, acessos à garagem residencial, calçadas com poste na linha do piso tátil e nos lugares onde há poste na passagem dos cadeirantes pela rampa, ferindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo o presidente da Anpede, Sérgio dos Santos, “foi pedido para que a Gerência de Obras da Prefeitura adote as medidas cabíveis e os devidos procedimentos junto a empresa responsável para que haja o atendimento as normas de acessibilidade nas rampas que ainda estão sendo ou serão implantadas”.

O pior ninguém diz. Houve proposital desperdício de dinheiro público, e para que os serviço seja refeito e/ou haja a remoção do obstáculo haverá mais gastos. E quem paga a conta é o contribuinte, seja a culpa da Prefeitura, do governo estadual ou da empreiteira. Se o culpado é o ci9dadão comum ele recebe a penalização. E neste caso, quem será penalizado? A torcida ce quem tem bom senso é que não seja somente o portador de necessidade especial ou de mobilidade reduzida.