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Naviraí - MS, 20/11/2017
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Chuva atrapalha a vacinação contra a gripe A

NAVIRAÍ

Foto: EDILSON OLIVEIRA
Chuva atrapalha a vacinação contra a gripe A
População procurando o posto de saúde do varjão

- Cerca de 5,8 mil doses de vacinas terão validade vencida no dia 30 e há risco de parte delas acabar na lata do lixo –

EDILSON OLIVEIRA

A chuva de ontem acabou atrapalhando a campanha de vacinação contra a gripe A, com imunização contra o vírus transmissor H1N1. A preocupação é com o aproveitamento de 5,8 mil doses de sobra das 15 mil que foram adquiridas pela Prefeitura, por pressão popular, para vacinar a toda a população, após sete mortes registradas na cidade em 2016. Mas o povo acabou não procurando as vacinas, como se previa.

O desperdício de dinheiro público é preocupante. Para adquirir as vacinas para imunizar a população que fica fora das faixas prioritárias preconizadas pelo Ministério da Saúde houve o investimento de R$ 215 mil (incluindo R$ 150 mil da devolução do duodécimo da Câmara Municipal).

PRESSÃO TEMPORAL

Há o temor de que o tempo não seja suficiente para haver a aplicação das 5,8 mil doses restantes na população que está fora dos grupos prioritários e que exclui aqueles que foram imunizados entre julho e setembro do ano passado. Exige se mais estrutura e mais equipes. Somente os servidores da saúde que atuam no Posto de Saúde do Varjão não seria suficiente para atender a demanda geral.

Para reforçar e equipe de três pessoas foram convocadas três pessoas para formar uma outra equipe para trabalhar desta terça-feira até o final da tarde do dia 28, e se preciso for haverá atendimento no sábado (29) e domingo (30).

As contabilizações das doses e os comprovantes das vacinas compradas pela Prefeitura junto ao Instituto Butantã e as que são aplicadas dos lotes enviados pelo governo federal são diferentes, já que um decreto do ex-prefeito Leo Matos normatizou a comprovação das vacinas.

COMPROVANTES

Se para as vacinas aplicadas de forma escalonada para os grupos prioritários enviadas pelo Ministério da Saúde basta a carteira de saúde ou cartão SUS, para as vacinas compradas pela Prefeitura, por exigência do Ministério Público Estadual (MPE), para ser vacinada a pessoa tem que levar ao posto de saúde o documento original a ser apresentado, acompanhado de um comprovante de residência, que devem ser xerocopiados, para haver a prestação de contas para a sociedade civil organizada.

A apresentação dos documentos comprobatórios é uma necessidade para dar transparência a ação da Gerência Municipal de Saúde, que realiza a imunização e, deve haver cópias originais retidas para anexar a prestação de contas junto ao Ministério Público e para a sociedade civil organizada.

Porém, várias pessoas que tomaram as doses de vacina contra o vírus H1N1, na quarta-feira, disseram que não estão apresentando documentos pessoais e que os servidores da saúde não estão fazendo a cópia dos documentos, mesmo sabendo que o Ministério Público Estadual (MPE) pode cobrar o que exigiu no ano anterior.