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Naviraí - MS, 18/1/2018
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Cesare Battisti coloca tornozeleira eletrônica em Campo Grande

SISTEMA CARCERÁRIO

Foto: BRUNA KASPARY
Cesare Battisti coloca tornozeleira eletrônica em Campo Grande
Cesare Battisti deixa o prédio do Patronato Penitenciário

MARTA FERREIRA / CAMPO GRANDE NEWS

Quarenta minutos depois de chegar ao prédio do Patronato Penteniciário, unidade da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) responsável pelo monitoramento de presos, o italiano Cesare Battisti deixou o prédio nesta tarde, já usando tornozeleira eletrônica para monitoramento virtual. Ele tinha prazo até esta quarta-feira, segundo decisão da Justiça Federal.

Battisti chegou ao local acompanhado de um homem, de táxi, e ficou pelo menos 15 minutos em um restaurante vizinho, esperando a chegada do advogado Benedicto Arthur de Figueiredo Neto, contratado para atendê-lo em Campo Grande. O italiano não falou com a imprensa nem na chegada nem na saída.

O italiano, acusado na Itália de crimes de terrorismo mas que vive asilado no Brasil há vários anos,  tentou recorrer da decisão judicial para colocar a tornozeleira em Cananéia (São Paulo), onde vive, mas o pedido foi recusado.

PRISÃO

Battisti voltou para a mira da Justiça no dia 4 de outubro quando foi flagrado na fronteira com a Bolívia carregando R$ 10 mil em espécie, US$ 5 mil (o equivalente na cotação atual a R$ 15,6 mil) e 2 mil euros (cerca R$ 7,3 mil).

Ele estava em um táxi boliviano com outros dois passageiros. A grande quantia em dinheiro chamou a atenção da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Depois do flagrante, o refugiado ficou preso na delegacia de Polícia Federal de Corumbá. No dia 5 de outubro, durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência, teve a prisão preventiva decretada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O TRF3 concedeu habeas corpus a Battisti, sob a condição de que ele fosse monitorado.

O italiano conseguiu refúgio no Brasil depois de ter sido condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo.

Ele chegou ao país em 2004, em 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou sua extradição, que negada pelo presidente Lula (PT) em 2010.