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Os pitacos e tudo de melhor e pior da Semana 1 na NFL

Teve vitória mágica do Dallas Cowboys, duelo de quarterbacks calouros, Peyton Manning irreconhecível e mais frustração protagonizada por Jay Cutler

Por Filipe Nunnes 16/09/2015 - 18:52 hs

Enfim passou a época de escrever sobre brigas judicias, especulações de treinamentos ou bolas murchas. Bem melhor falar de bola voando. O futebol americano está oficialmente de volta. A quinta de Patriots x Steelers foi apenas o aperitivo para o domingo que estava por vir. Dia cheio. Daqueles de ficar ligado das 14 até às 1h. E como já é costume, muitas surpresas, previsões já furadas, oba-oba, alguns já condenados, tantos outros exaltados. Não dá para comentar apenas sobre um ou outro confronto. Vale dar uma visão geral sobre um pouco de tudo que aconteceu neste primeiro final de semana da NFL. Assunto não faltou. Dá só uma olhada nos pitacos da 1ª Semana.

O PEQUENO MILAGRE NO TEXAS

O Twitter já se coçava para receber os milhões de memes que viriam de outra decepção do Dallas Cowboys protagonizada por Tony Romo. Nova abertura de temporada em casa. Nova exibição bem aquém do quarterback. Nova frustração. Duas interceptações que geraram pontos para o New York Giants. Só que Romo guardou o melhor para o final. Impressionante campanha que saiu do início do campo defensivo e foi terminar dentro da end zone rival. Vitória a poucos segundos do final.

Era a noite do Giants. Nada dava errado. Pelo menos não até o final. Porque foi justamente na última campanha que Eli e cia colocaram tudo a perder. Preferiram lançar em uma terceira descida a correr e queimar o relógio. Eli Manning viu a pressão e jogou a bola fora. Não aceitou o sack que teria o mesmo efeito de tirar até 40 segundos de uma possível recuperação de Dallas.

Não deu outra. Veio Tony Romo. E em apenas cinco passes, percorreu 72 jardas. As últimas 11 para Jason Witten. Dallas escapou de uma nova derrota na abertura. Segue invicto contra o Giants todas as vezes que ambos se enfrentaram na primeira semana da NFL. Já são oito vitórias em oito oportunidades. Tony Romo é outro que desde que se tornou titular, em 2006, lidera a NFL em jogos com campanhas vencedoras. Nesse período, já contabiliza 28, enquanto Peyton Manning e Matt Ryan têm 26.

Mais um cala a boca em quem ainda duvida que Romo pode ser decisivo na Hora H. Dallas é meu favorito a levar a AFC East. O jogo de ontem provou que isso vai ser fácil, mas comprovou que a NFC East está mais aberta do que nunca. E é o equilíbrio que deve pautar novamente a divisão este ano.

E se a vitória da forma como foi animou o torcedor do Cowboys, a má notícia ficou por conta de Dez Bryant que só volta no próximo mês. Resultado de uma fratura no pé.

O NÚMERO DOIS BATEU O UM

E foi pra lá de um massacre. O duelo entre Jameis Winston contra Marcus Mariota era uma das mais aguardadas histórias dessa Semana 1. Ambos os primeiros selecionados do Draft 2015. Ambos quarterback. Ambos cercados de expectativas. Ainda é muito cedo para dar um como a próxima grande estrela. Como também é precoce já classificar o outro como nova bomba que deu errado.

Jameis Winston não esteve bem. Logo no primeiro passe foi interceptado e retornado para um touchdown defensivo. A posição de quarterback talvez seja a mais complicada para a transição entre o nível universitário e profissional. As 210 jardas em 33 passes não foram tão mal. Faltou proteção e tranquilidade no pocket. Normal para qualquer calouro. A companhia não é das piores. O último a ser interceptado para TD logo no primeiro passe como calouro foi Brett Favre. Já há quem comece a duvidar de Winston. Calma, gente... Foi apenas um jogo.

O mesmo vale para Marcus Mariota. Nunca ninguém lançou quatro touchdowns em um primeiro tempo já como calouro da NFL. O jogador teve mais TDs até que passes incompletos, apenas três. Foi poupado com todo um quarto ainda por jogar e precisão e calma impressionaram. De novo, é preciso ter paciência. A primeira impressão é das melhores. Mas não custa aguardar os próximos jogos. Mariota tem potencial, mas ainda não é gênio.

SEGUE A DÚVIDA

Peyton Manning não impressionou na pré-temporada. Foi preocupante até. Só que eram apenas jogos que não valiam nada. Seria mais sensato aguardar pela Semana 1. Ela veio e... Bom, Peyton não foi lá tão bem. Os mesmo problemas de antes parecem ter chegado ao mês de setembro. De cara, o quarterback foi bem acionado.  Teve 25 passes tentados apenas no primeiro tempo. Mesmo para um ataque que prometeu se comprometer com o jogo corrido.

Mas o que preocupa mesmo é a qualidade dos passes. Os que foram conectados eram os bem curtos e de pouco ganho territorial. Nas situações de lançamentos longos, bolas nada precisas e recebedores mesmo livres que ficaram longe de ter a bola.

O braço de Manning preocupa e muito. A força não parece estar mais lá. Basta comparar o jogo de ontem com 175 jardas e nenhum TD contra os sete touchdowns e 464 jardas dois anos antes contra o mesmo Baltimore Ravens em outro jogo de abertura da temporada.

Sem poder arriscar passes mais longos, só restou para a defesa do Ravens cobrir os lançamentos curtos e anular o ataque aéreo do Broncos. Funcionou ontem, pode funcionar contra outros rivais que enfrentarem Peyton Manning. Ah, e essa linha ofensiva, hein? Bem suspeita. E a integridade de Manning preocupa demais...

RAPIDINHAS

- Entre ano e sai ano, o Oakland Raiders segue levando sacoladas...

- Jay Cutler até que fazia bom jogo. O Chicago Bears chegou a liderar ao final do primeiro tempo. E na campanha que mais precisou do quarterback, nenhuma novidade. Interceptado. De novo... Mais um jogo, mais uma derrota. Triste sina do Bears contra o Green Bay Packers desde que Cutler chegou por lá.

- Todo mundo sabia que Johnny Manziel entraria cedo ou tarde. Quis só que uma concussão do titular Josh McCown fizesse que a entrada dele viesse apenas mais cedo. E o quarterback lançou logo de cara um belo touchdown. Verdade que teve interceptação e dois fumbles perdidos, mas os jogos do Cleveland Browns acabam de ganhar uma agradável atração. Vale acompanhar.

- Olho nesse Buffalo Bills. Rex Ryan sempre foi um treinador capaz de montar defesas que tiram o sono até de Tom Brady. E a nova defesa treinada por ele é bem talentosa e já fez a primeira vítima. Uma senhora vítima: Andrew Luck.

- Terrell Suggs só volta na próxima temporada. O melhor defensor do Baltimore Ravens rompeu o tendão de Aquiles. Baque enorme até nas pretensões da franquia para 2015.

- Carson Palmer não é brilhante. Longe disso. Também nunca fui fã. Mas se o Arizona Cardinals conseguir tê-lo saudável por toda a temporada, a franquia é favorita a sonhar mais alto.