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Histórico dos Brasileirões desde 71. Qual foi justo, qual foi polêmico?

Retrospecto do campeonato Nacional desde sua criação mostra que há muitas edições que até hoje repercutem se conquista foi legítima ou não

Por Rogério Micheletti 16/09/2015 - 18:21 hs

1971 – Campeão: Atlético Mineiro. Sem muitas polêmicas. 

1972 – Campeão: Palmeiras. Sem muitas polêmicas.  

1973 – Campeão: Palmeiras. Sem muitas polêmicas. 

1974 – Campeão: Vasco. Reclamação: vice, Cruzeiro. O time mineiro foi muito prejudicado nos 
bastidores. A final foi levada para a Maracanã, quando o mais justo seria no Mineirão. Além 
disso, o Cruzeiro reclama até hoje a arbitragem do jogo vencido pelo Vasco por 2 a 1. “Era para 
ter um gol do Zé Carlos (meio-campista do Cruzeiro), mas o juiz não quis”, diz Palhinha, 
atacante do Cruzeiro em 1974. 

1975 – Campeão: Internacional. Sem muitas polêmicas. 

1976 – Campeão: Internacional. Reclamação: vice, Corinthians. Os paulistas sofreram muito no 
Beira-Rio, principalmente pelas péssimas condições que encontraram os vestiários, com cheiro 
insuportável. Alguns atletas teriam passado mal. “Foi realmente algo inacreditável o que 
aconteceu”, disse o goleiro Tobias, camisa 1 do Timão em 1976. Os torcedores corintianos 
também sofreram com a falta de água nas arquibancadas. 

1977 – Campeão: São Paulo. Reclamação: vice, Atlético Mineiro. Além da fórmula de disputa 
ser muito contestada (o Atlético Mineiro tinha conquistado muito mais pontos, mas mesmo 
assim foi sem vantagem de empate na final), o Galo não engoliu a arbitragem daquele jogo 
final (0 a 0 no tempo normal e vitória do São Paulo nos pênaltis). 

1978 – Campeão: Guarani. Reclamação: vice, Palmeiras. Muitos palmeirenses contestam a 
arbitragem de Arnaldo César Coelho na primeira partida final, no Morumbi. Naquele jogo, o 
goleiro Leão foi expulso após suposta agressão em Careca. Arnaldo não só deu vermelho para 
o arqueiro palmeirense como marcou pênalti para o time de Campinas. Como já tinha feito 
todas as substituições, o Palmeiras teve de improvisar Escurinho no gol. Zenon bateu a 
penalidade e decretou a importante vitória do Bugre. No outro jogo, no Brinco de Ouro, o 
Guarani voltou a vencer por 1 a 0, gol de Careca. 

1979 – Campeão: Internacional. Reclamação: alguns grandes times paulistas que se recusaram 
a participar da competição. De acordo com o regulamento inicial, os clubes de São 
Paulo e Rio de Janeiro, que disputariam um Torneio Rio-São Paulo (não realizado), 
entrariam somente na segunda fase do campeonato. Mas os grandes clubes de São Paulo 
pleiteavam participar apenas da terceira fase, como o campeão e vice do ano anterior 
(Guarani e Palmeiras). Como o pleito não foi 
atendido, Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo não disputaram o campeonato.

1980 – Campeão: Flamengo. Reclamação: vice, Atlético Mineiro. Os atleticanos reclamam 
até hoje da polêmica arbitragem de José de Assis Aragão, que expulsou três jogadores do 
Galo: Reinaldo, Palhinha e Chicão. O Flamengo venceu aquele jogo final, no Maracanã, 
por 3 a 2. 

1981 – Campeão: Grêmio. Sem muitas polêmicas. 

1982 – Campeão: Flamengo. Sem muitas polêmicas. 

1983 – Campeão: Flamengo. Reclamação: vice, Santos. Os santistas lamentam um pênalti 
não marcado em Pita (meia). O lance poderia alterar o resultado da última partida, no 
Maracanã. O Flamengo venceu por 3 a 0. 

1984 – Campeão: Fluminense. Sem muitas polêmicas. 

1985 – Campeão: Coritiba. Reclamação: vice, Bangu. A final foi disputada no Maracanã. 
No tempo normal, empate por 1 a 1. Nos pênaltis, o Coxa venceu. A reclamação do Bangu 
foi um gol marcado pelo ponta-direita Marinho, anulado por Romualdo Arppi Filho. 

1986 – Campeão: São Paulo. Reclamação: vice, Guarani. Uma das finais mais polêmicas 
e emocionantes da história do Brasileirão. Somando tempo normal e prorrogação, empate 
por 3 a 3. Nos pênaltis, o São Paulo venceu. O Bugre reclama muito um pênalti claro sobre 
o ponta-esquerda João Paulo não marcado por José de Assis Aragão. 

1987 – Campeões: Flamengo e Sport. Reclamações: Flamengo e Sport. A polêmica Copa 
União de 1987 até hoje é motivo de discussão entre torcedores dos rubro-negros do Rio e 
de Pernambuco. Segundo a CBF, o Sport é o campeão oficial. Mas a competição foi 
confusa demais. A verdade é que o Flamengo jogou com adversários mais complicados no 
módulo verde. O Sport foi campeão do módulo amarelo. O Fla se recusou a enfrentar o 
Sport em uma “final”. 

1988 – Campeão: Bahia. Sem muitas polêmicas. 

1989 – Campeão: Vasco. Sem muitas polêmicas. 

1990 – Campeão: Corinthians. Sem muitas polêmicas. 

1991 – Campeão: São Paulo. Reclamação: vice, Bragantino. O São Paulo venceu a 
primeira partida, no Morumbi, por 1 a 0, gol de Mário Tilico, e com o empate sem gols, em 
Bragança Paulista, ficou com o título. O time do interior paulista reclama um suposto 
pênalti no centroavante Silvio, revelado pelo Fluminense, no jogo em casa. 

1992 – Campeão: Flamengo. Sem muitas polêmicas. 

1993 – Campeão: Palmeiras. Sem muitas polêmicas. 

1994 – Campeão: Palmerias. Reclamação: vice, Corinthians. No primeiro jogo, vencido 
pelo Palmeiras por 3 a 1, a arbitragem não marcou um pênalti claro do zagueiro 
palmeirense Cléber no centroavante Viola. A vitória do Palmeiras ainda não estava 
decretada. No segundo jogo, o Palmeiras empatou por 1 a 1 e comemorou o título. 

1995 – Campeão: Botafogo. Reclamação: vice, Santos. Assim como em 1986, talvez uma 
das arbitragens mais contestadas em um jogo final de Brasileirão. Os santistas não 
entendem como Márcio Rezende de Freitas validou o gol de Túlio, no primeiro tempo, para 
o Botafogo e anulou um gol de Camanducaia, no segundo tempo. O empate por 1 a 1 
garantiu o título ao Fogão. 

1996 – Campeão: Grêmio. Sem muitas polêmicas. 

1997 – Campeão: Vasco. Reclamação: vice, Palmeiras. Então principal jogador do Vasco, 
Edmundo, recebeu terceiro cartão amarelo na primeira partida decisiva contra o Palmeiras, 
no Morumbi. Mas o Animal forçou a expulsão e o Vasco entrou com efeito suspensivo. E 
conseguiu! O atacante entrou em campo na grande decisão, no Maracanã. O Vasco 
jogava por dois empates e foi isso que fez (dois 0 a 0). 

1998 – Campeão: Corinthians. Sem muitas polêmicas. 

1999 – Campeão: Corinthians. Reclamação: vice, Atlético Mineiro. As finais foram em três 
partidas. Na primeira, no Mineirão, o Galo venceu por 3 a 2. A polêmica maior aconteceu 
no segundo duelo, realizado no Morumbi. Os atleticanos reclamam mão do lateral 
corintiano Índio dentro da área. O lance seguiu e o Corinthians, no contra-ataque, marcou 
com Luizão (que faria outro na vitória do Timão por 2 a 0). No último jogo, também no 
Morumbi, empate sem gols. 

2000 – Campeão: Vasco. Reclamação: vice, São Caetano. Foi a polêmica Copa João 
Havelange. A final estava sendo realizada em São Januário. Mas por causa de problemas 
no estádio (parte do alambrado caiu), o jogo foi interrompido e em seguida alterado. O 
Azulão estava melhor na partida. A decisão foi para o Maracanã e o Vasco levou a melhor. 

2001 – Campeão: Atlético Paranaense. Sem muitas polêmicas. 

2002 – Campeão: Santos. Sem muitas polêmicas. 

2003 – Campeão: Cruzeiro. Sem muitas polêmicas. 

2004 – Campeão: Santos. Sem muitas polêmicas. 

2005 – Campeão: Corinthians. Reclamação: vice, Internacional. O escândalo do apito até 
hoje é lembrado, quando partidas arbitradas por Edilson Pereira de Carvalho foram 
anuladas no Brasileirão por pontos corridos.  O Corinthians teria sido favorecido com isso. 
Além disso, os Colorados reclamam do jogo disputado no Pacaembu contra o alvinegro do 
Parque. Um pênalti de Fábio Costa em Tinga não foi marcado por Márcio Rezende de 
Freitas, que ainda por cima expulsou o meio-campista do Inter. A partida terminou 
empatada por 1 a 1. 

2006 – Campeão: São Paulo. Sem muitas polêmicas. 

2007 – Campeão: São Paulo. Sem muitas polêmicas. 

2008 – Campeão: São Paulo. Reclamações: alguns clubes, que reclamaram sobre 
arbitragens que teriam beneficiado o São Paulo naquele Brasileirão. Até uma acusação de 
que o São Paulo daria ingressos para show da cantora Madona, no Morumbi, para 
árbitros, foi lançada. Nenhuma prova. 

2009 – Campeão: Flamengo. Sem muitas polêmicas.

2010 – Campeão: Fluminense. Sem muitas polêmicas.

2011 – Campeão: Corinthians. Sem muitas polêmicas. 

2012 – Campeão: Fluminense. Sem muitas polêmicas. 

2013 – Campeão: Cruzeiro. Sem muitas polêmicas.

2014 – Campeão: Cruzeiro. Sem muitas polêmicas.